Huacachina – surfando nas ondas de areia.

14 04 2013

Ica é uma cidade encravada entre o deserto feito de pedra e a aridez de um mar de dunas. A dez minutos de sua Plaza de Armas está Huacachina, uma pequena esmeralda polida no meio de ondas gigantes feitas de areia. Ali, uma pequena lagoa salpicada de pedalinhos é cercada por palmeiras, flanboyants e restaurantes, me fez lembrar de Paquetá (sem as bicicletas e os cavalos). Um refúgio para as tardes de sol, e ponto obrigatório para turistas aventureiros, pois é neste minúsculo paraíso peruano que muita gente vem parar em busca de adrenalina nos passeios de buggy, para sentir na pele como a lei da gravidade pode ser divertida.

Antes de chegarmos em Huacachina fizemos uma pausa para um ceviche, na “La Compuerta” (calle Libertad, 280, próximo à Plaza de Armas de Ica), onde os pratos variam de s/.11 a s/.25. Depois de abastecidos, pegamos um táxi por s/.6 até a porta de entrada do oásis (incrível como a maioria dos táxis aqui no Peru sao ridiculamente minúsculos). Deixamos as coisas no hostel (Desert Nights, boulevard Huacachina s/n, camas por s/.16) e fomos explorar a área. O que mais me impressionou no princípio foram os gigantes paredoes bege feitos de areia que margeiam o local. tentei subir um deles, mas os pés afundam de tal maneira que dois passos parecem dois quilômetros.

Aceitei a derrota, subi até onde deu e tirei umas fotos. O resto da energia deixaria para o dia seguinte, escolhido para pegar um dos boggies tubulares e desbravar aquelas montanhas que dançam conforme a direçao do vento. Para encerrar a tarde e relaxar umas cusqueñas à beira do lago.

O sábado chegou e com ele os visitantes vindos da cidade para aproveitar o dia de folga. famílias e grupos de estudantes salpicaram o espelho dágua com pedalinhos e barquinhos a remo. Eu e Adriana fomos aproveitar um pouco do frescor da sombra de uma palmeira e lemos um pouco. Hoje, o dia todo seria de descanso para terminar em uma explosao de adrenalina com o passeio de fim de tarde.

As horas se passaram e vinte minutos antes da hora marcada já estávamos de tênis calçados, e com tudo pronto para partir. Contratamos o passeio de duas horas de duraçao por s/.40 direto com o pessoa do hostel, achei um bom negócio. melhor ainda depois que começamos a aventura em si. O deserto ao redor é formado por inúmeras dunas, um oceano de areia que vai até onde a vista alcança. Eu tentava esticar o pescoço e esbugalhar os ohlos, mas nao conseguia ver o fim daquilo. Deixei-me embriagar pelo frio na barriga. Ali, dento do buggy, vertical e horizontal nao faziam sentido, era um sobe desce, curvas inclinadas e manobras ousadas, uma sensaçao de liberdade e uma ousadia inédita. Correr em direçao ao infinito é algo bem difícil de explicar.

 

E quando achávamos que nao poderia ficar mais divertido o motorista parou no topo de uma duna, onde a crista era tao fina que mal cpodíamos nos manter em pé. Foi aí que apareceram as pranchas. Agora era a vez do Sandboard. E foi entao que a expressao “com a cara e a coragem” fez todo o sentido para mim. Por instruçao do guia, decemos o precipício deitados de bruço, encarando a descida, comendo areia e bebendo velocidade. Um pequeno flash de minhas memórias infantis veio à tona, trouxe de volta as descidas nos barrancos de grama no bairro da Taquara, onde tábuas simples e folhas de papelao eram nossas naves espcaiais.

Por duas horas revezamos as subidas e descidas como uma montanha-russa em quatro rodas e os delizes sobre a prancha. Para encerrar, um pôr-do-sol laranja vivo no meio do deserto, e mais uma lembrança incrível deste país que me surpreende a cada dia. Para jantar fomos no “La Sirena” onde encontramos os melhor menu turístico (de s/.13 a s/.18) daqui e com um atendimento bem melhor do que encontramos antes.

Até a próxima.