Paracas – a natureza bruta.

15 04 2013

Mais um dia acordando cedinho para passear. A rotina eh cansativa mas vale muita a pena. A empresa contratada nos buscou no hostel antes das 7h da matina. A responsável pelo passeio não parecia ter dormido bem naquela noite. Respondia laconicamente as minhas perguntas e exibia uma carranca digna das que estão na proa dos barcos do São Francisco.

Apos 1h de viagem chegamos em Paracas, um minusculo município que recebe enxurradas de turistas para visitar as Ilhas Ballestas (santuário de aves marinhas e do lobo-marinho, alem de riquíssimo deposito de guano, fertilizante bastante valorizado obtido nas fezes dos pássaros locais). Uma vez no porto uma certa confusão devido ao grande numero de pessoas que chegavam ao mesmo tempo e a baixa capacidade organização dos que estão a frente do negocio.

Apesar de tudo, embarcamos rápido em uma lancha para seguirmos mar adentro. uma vez na embarcação a velocidade se tornou uma inimiga, pois alem dos sacolejo  o vento gelado fazia a pele arder. Em vinte minutos paramos ao pés do Candelabro, uma figura desenhada na península por uma civilização pre-inca e que fascina a qualquer um que passe por ali.

Mias alguns minutos quicando em alto-mar chegamos nas Balestas. Um visual deslumbrante. O pequeno arquipélago parecia um castelo medieval feito na pedra bruta, moldado pelo vento e pelo bater das ondas. La habitam mais de três milhões de aves, entre gaivotas, albatrozes, pelicanos e pinguins, mas quem mais me chamou a atenção foram os lobos-marinhos que tem uma imensa colonia nos arredores e passam os dias de preguicinha ao sol, ou nadando, ou comendo ou, eventualmente, brigando, não consegui manter o queixo no lugar tamanha a beleza do lugar e a magnitude da natureza.

Terminado o passeio, fomos atras de passagens pra Lima, pois precisávamos pegar um voo na madrugada seguinte para o norte do Peru. O problema foi a maratona que isso se tornou. Primeiro esperar um táxi que nos levasse ate o ponto de ônibus (30 minutos de viagem de onde estávamos , depois encarar quase 5h de viagem em um “cata-corno” ate a capital peruana, para então pegar outro táxi ate o aeroporto e fazer uma vigília de quase 12h ate a hora do embarque. Houve momentos que me senti um verdadeiro mendigo, dormi no chão em um canto do salão e zanzava aleatoriamente. Aqui as coisas não sao tao simples e os peruanos, apesar de serem amáveis  muitas vezes criam sistemas de segurança que so atrapalham, entrar no aeroporto internacional Jorge Chavez eh uma bosta, e ficar la dentro uma eternidade eh pior, menos mal que tudo funciona 24h.

O sacrifício foi compensado ao descermos em Anta, cidade vizinha de Huaraz, nosso destino, encravado no meio do Parque nacional Huascaran. O visual de tirar o folego me arrebatou no instante que pus o primeiro pé na escada de descida da aeronave (mesmo modelo de kombi voadora que nos levou ate Cusco). O cheiro fresco da manha recém iluminada e as muralhas esbranquiçadas dos picos nevados ao meu redor, me deixaram a sensação que estava em um mundo de fantasia. mas esta eh uma outra historia.

Ate a próxima!

Anúncios

Ações

Information

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: