Comer, beber e andar.

2 04 2013

Lima me surpreendeu positivamente. Tao grande e movimentada como Sao Paulo e superlimpa como Curitiba. Nossos primeiros dias tem sido de muita atividade, e tem gente que diz que nao tem nada para fazer na capital peruana, mas eu poderia escrever um calhamaço para provar o contrário (podem ficar tranquilos que este post tem tamanho padrao).

Bom, acordamos já com a missao preparada, Vittorino, um membro bastante participativo do CS Lima, nos buscou na frente de nosso hostel (detalhe que era um SUV tinindo de novo e com ar-condicionado bombando – nem nos meus sonhos poderia imaginar transporte melhor por aqui). De lá seguimos para o centro histórico da cidade onde encontramos Pedro e Cynthia, ele do CS local, ela uma argentina de Mendoza, e fizemos nosso “walking tour”.

Imagem

batatas doces fritas

Como era domingo de Páscoa tivemos a sorte de encontraer todas as igrejas mais importantes de portas abertas, o que segundo Vittorino, nao era comum (ponto pro time do coelhinho!). A Catedral de Lima e a Iglesia de San Pedro tem detalhes de madeira muito interessantes, e seguem um pouco o estilo barroco das igrejas brasileiras. E por falar em arquitetura, o que mais me chamou a atençao pelas bandas de cá foram os balcoes talhados em madeira bruta que figuram em quase todos os prédios antigos, muito bonito.

Dali, seguimos andando até o museu da Inquisiçao (Calle junin, quadra 1) onde fizemos uma incursao nas sinistras formas de tratar os hereges durante o domínio espanhol. Atravessar as passagens secretas do edifício, esgueirando-me por valas e túneis minísculos foi uma experiência e tanto.

Na sequência, um petisco de rua, um saquinho de batatas doces fritas pra comer. Neste momento uns sons diferentes começam na rua próxima, ao chegar lá, um “pasa calle” estava acontecendo, um desfile de grupos folclóricos de todas as partes do Peru, um mix de desfile de escola de samba com maracatu! O passeio continuou pelo mercado municipal (a versao peruana do Mercadao de Madureira), bairro Chinês e suas chifas (restaurantes de comida chinesa e preços baixos), e entao rumamos para a casa do Vittorino para uma aula de Pisco Sour, e, vou falar uma coisa, a versao peruana é melhor que a chilena (#prontofalei).

Já eram quase 4pm e nada de ceviche, tínhamos apenas beliscado no Bar Cordano (Jirón Carabaya, 103), onde comemos o Tacu-Tacu (fritada de arros com feijao) e Papas a Huacaina (batatas com um creme feito de ají amarillo, uma pimenta regional). A fome já batia a nossa porta e as duas doses de Pisco Sour já dava uma alegria nas pernas, era hora de almoçar. Fomos a um huarique (restaurantes de frutos do mar e preços camaradas) onde derrubamos um mega-prato de ceviche misto (pense em todos os frutos do mar), foi um momento de extrema felicidade ver aquela pequena montanha de camaroes, pedaços de pescado, lula e polvo numa suruba banhada a limao, pimenta e coentro sob uma cobertor de cebolas roxas e milho gigante! Que beleza!

Depois disso, fomos de volta à Miraflores, ver o pôr-do-sol, e caminhar mais um pouco. Ao chegar no hostel, só tivemos tempo de um banho antes de sermos nocauteados por um sono que veio como uma tsunami.

Vittorino, Cynthia, Adriana e eu provando o pisco sour tipicamente peruano.

Vittorino, Cynthia, Adriana e eu provando o pisco sour tipicamente peruano.

Na segunda, dia 1º de abril, a única preocupaçapo que tive foi, onde comeria mais ceviche. Eu e a Adriana caminhamos a manha toda sozinhos, visitamos a Huaca Pucllana ( um museu a céu aberto que abriga uma pirâmide construída pela civilizaçao Lima para atos religiosos e adoraçao das divindades Mar e Lua – de quarta a segunda, s./12,00 preço do ingresso com direito a tour de 40 minutos).

Na sequencia reencontramos o Vittorino que nos levou até Barranco, bairro boêmio de Lima recheado de bares. Ali visitamos o Rustica, um restaurante especializado em comida típica peruana e com buffet liberado por s./32,90, uma perdiçao.

De Barranco descemos até a praia, em Chorrillos para fotos incríveis dos paredoes arenosos que marcam a paisagem limenha. Fomos atéo o penhasco conhecido como Salto do Frade, onde, conta a lenda, uma monge se arremessou ao mar para alcançar o barco que levava sua amada embora em direçao ao Chile, os dois viviam um amor proibido. No local, um doido vestido com um hábito franciscano se joga do alto da pedra, a uma altura de 15 metros, em troca de umas moedas.

ceviche grande

Ceviche no huarique.

Ao fim do dia, depois de andar um montao, fazer tour até em supermercados (é sempre divertido!) eu e a Adriana provamos a cerveja feita pelo dono do hostel que estávamos, uma belgian ale bem suave, com menos lúpulo que o encontrado neste estilo e com 5,5% de graduaçao alcólica, s./9,00 a garrafa, achei bem justo. Para jantar, peito de frango na brasa com arroz e pure de abacate. Voltamos ao hostel para recuperarmos as energias, porque o dia seguinte será dia de praia!

Até o próximo.

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One response

2 04 2013
Vera Corrêa

Fiquei com vontade de conhecer Lima. Apesar de conhecer um pouco do Peru, nunca estive em Lima, nem de passagem pelo aeroporto para alguma conexão. Vou programar. Divirtam-se

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