Na terra dos Vikings, capitulo IV a capital do Reino

17 09 2009
Rua dos Cafés, uma das mais badaladas de Copenhagen

Rua dos Cafés, uma das mais badaladas de Copenhagen

Último dia para conhecer novos lugares na europa. Cheguei cedinho no albergue em Copenhagen e não perdi tempo. Guardei minhas tralhas, catei um mapa da cidade e fui andar. Aliás andei pra burro! E não só pra poder conhcer melhor os lugares, mas porque os transportes são caros à vera!

Meu primeiro ponto de visita foi a prefeitura de Copenhagen, um prédio imponente e com detalhes dourados que dão mais beleza ainda ao conjunto arquitetônico. Depois fui pelo calçadão comercial, a maior rua de pedestres da europa, com 2 km de extensão, mas muito mais organizado que a Rua da Alfândega, no Rio, ou a 25 de março, em Sampa, como vocês podem imaginar. E no lugar de bugingangas chinesas, lojas da Gucci, Dolce e Gabana, outras mais populares de roupas, eletrônicos e restaurantes,mas aqui nunca você encontrará alguém vendendo em banquinhas nas ruas.

Depois atravesei pra Cristianhavn onde, no meio do caminho, tem o palácio real, sede do governo e os ministérios, lá em frente rolava uma manisfestação de integrantes da colônia vietnamita aqui, e como não falo a língua do vietnan, muito menos da dinamarca, fiquei sem saber a razão do protesto. Finalmente em Cristianhavn visitei o território livre de Cristiania, em resumo uma comuna hippie que está lá até hoje desde os anos 60, onde tudo pode. É na verdade mais do que simplesmente um bairro de doidões, lá também tem uma cena musical, cultural e artística muito forte, e que questiona o excesso de regras do país.

Em seguida, fui direto até onde fica uma das coisas mais famosas da Dinamarca: a estátua da pequena sereia, em homenagem ao autor do conto Hans Christian Andersen, nome mais importante da literatura dinamarquesa e, muito forte na  mudial. Para quem não sabe ele é o autor de vários contos que hoje são tão presentes na cultura, como o patinho feio por exemplo. Mas chegando lá fiquei meio puto com o comportamento das pessoas.

um dos inúmeros painéis de Cristiania

um dos inúmeros painéis de Cristiania

Sempre tem turista babaca, aliás na maioria os turistas são babacas e         mal-educados, eu odeio isso. E é desta forma que acredito que existem dois tipos de pessoas que viajam: os viajantes, como eu, interessados na cultura local, em experiências únicas e ver o novo, e do outro lado os turistas que vem em excursões na maioria das vezes só visitam as atrações famosas com guias contratados, fazem um monte de presepada e compram as lembranças mais ridículas do tipo: “minha mãe esteve em copenhagen e trouxe esta camisa vagabunda”. E desta vez os babacas estavam se pendurando na estátua da sereia pra tirarem fotos, o que fazia com que as outras pessoas tivessem que esperar pra tirar também. Nossa! Como eu torcia pra um escorregar e cair dentro da água gelada da baía.

A sede do governo dinamarquês

A sede do governo dinamarquês

Mas voltando ao assunto que interessa, fiquei em frente da sereia quase uma meia hora até que desse pra me aproximar e guardar a imagem junto com as outras da cidade. E esperei tanto porquetodos os aposentados da Inglaterra resolveram visitar Copenhagen no mesmo dia, no mínimo seis ônibus com britânicos da terceira e até quarta idade se existir, porque era um vestival de bengalas, muletas e andadores e o mais engraçado era que cada grupo tinha um acompanhante especializado em primeiros socorros com a camisa o identificando e um quite de remédios e curativos pendurados numa pochete!

Depois desta experiência surreal, atravessei a fortaleza de kastellnet, umas das mais antigas da escandinávia e fui em direção a outro castelo, o Rosenborg slot, onde por muitos anos os reis da Dinamarca viveram e hoje se trata de mais um museu. Voltei andando pra praça da prefeitura sempre me encantando com a arquitetura local e seus tijolinhos vermelhos que as vezes dão a impressão que são casas de brinquedo. Andei o dia inteiro, desde as 9h da manhã até as 18h. Fui pro albergue com um pouco de ansiedade, pois o dia seguinte seria o meu longo retorno pra casa. Até agora foram muitas aventuras e lugares incríveis, pessoas interessantes, mas como dizia Dorothy em “O mágico de Oz”, não há lugar como o nosso lar! Então se liga malandragem que estou chegando de volta na quebrada!

fui!

pequena sereia

pequena sereia

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One response

17 09 2009
Damilo e Juçara

Seja Benvindo ao seu Lar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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