Na terra dos vikings, capitulo II: nos extremos do norte

14 09 2009
Skagen, fim da dinamarca

Skagen, fim da dinamarca

Halløj!

Meus últimos dias na dinamarca foram férias das férias. Não tenho hora pra acordar e não fazemos planos com antecedência. Simplesmente acordamos e eu pergunto pro Anders: – qual vai ser da gente, gigante? – e assim tem sido os dias dinamarqueses, meio no improviso, mas sempre com muita diversão.

Desde que escrevi o último texto fizemos algumas viagens rapidas pra conhecer o arredores do norte do país. Primeiro fomos até Århus visitar o irmão mais novo, o Steffen. A cidade fica a uma hora de carro ao sul de Aalborg e é a segunda maior do país, com 250 mil pessoas, ok não é tão grande, mas é simpática.

Conheci também o centro histórico de Aalborg com construções que datam de mais de 500 anos e com a arquitetura tradicional escandinava, que hoje não se ve com muita frequência por aqui. E nesse dia (sexta-feira) fomos pra noitada pela primeira vez. O único problema é que o fim do verão nessas bandas consegue ser mais frio que o inverno no Rio, ultimamente a temperatura mais alta é de 18 graus, e na madruga vocês podem imaginar que a coisa fica um pouco mais complicada, mas felizmente todos os bares e boates tem um clima mais quente!!!

Fomos a uma espécie de bar/boate chamada casa do estudante, o que significa que os estudantes enchem o local e tem a cerveja mais barata da cidade, e muita música boa ao vivo. Assistimos o show de uma banda das ilhas færøe, chamada Danjel que tocava músicas em inglês e também na língua antiga dos vikings, muito interessante. De lá rodamos por alguns outros lugares, mas as dinamarquesas não são muito abertas à conversa.

Praça onde a juventude de Aalborg se reúne

Praça onde a juventude de Aalborg se reúne

No sábado uma aventura até Skagen, o fim do país, extremo norte onde o Mar Báltico e o Mar do Norte se encontram em um balé violento de ondas. Saímos daqui e em uma hora e meia paramos no vilarejo de Skagen terra dos pintores dinamarqueses que no século XIX era um dos locais mais importantes das artes plásticas européias. Hoje tornou-se uma cidadezinha simpática e um dos pontos turísticos mais populares daqui. Casinhas no velho estilo e bem aconchegantes, museus e galerias de arte, três quilômetros antes da pequena península de areia de mesmo nome onde eh possivel molhar os pés em dois mares diferentes.

Antes de alcançarmos o ponto mais ao norte do país um pequeno imprevisto: por alguma razão que a própria razão desconhece o segredo do carro bloqueou o motor e ficamos uma meia hora bem tensa tentando fazer o carro funcionar e desligar o alarme da buzina, que podia ser ouvido em qualquer parte da cidade. Depois de umas duas ou três ligações a sugestão de empurrar o carro veio à tona. Como não pensamos nisso antes? Eu não sei. E, apesar do Anders duvidar que eu poderia empurrar o carro sozinho, em menos de dois minutos estávamos na estrada novamente.

Chegando na pontinha da Dinamarca uma paisagem interessante, um horizonte branco e azul do contraste da areia fina e do céu limpinho. Além de nós e alguns poucos turistas de fim de semana, centenas de gaivotas que revoavam ao nosso redor num espetáculo particular. Ao chegar nas franjas do mar não resisti a tentação e fui molhar meus pés. Até que a água tinha uma temperatura agradável e se não fosse o vento implacável até que eu arriscaria um mergulho.

De lá voltamos pra casa e como se tratava de sábado já estávamos esquematizando a balada com uma das amiguinhas do branquelo. E quando finalmente a noite chegou e fomos ao encontro das dinamarquesas eu quase cai pra trás. Parecia que eu tinha morrido fui pro paraíso. Era mulher bonita aos lotes, você fecha os olhos e estica o braço o que alcançar é lucro, ou como disseram os paulistas que conhecemos nesta mesma noite aqui, elas tiram par ou ímpar e a que perder fica comigo que já é vantagem. Elas são em sua maioria loiras de olhos azuis, mas existem umas filhas de imigrantes que encerram certa beleza; elas se vestem de maneira meio vulgar-chique como se o frio cortante que eu sentia não as atingisse, mas o único problema é que não se dão muito a conversar, a não ser que estejam muito bêbadas, o que acontece com certa frequência. E os marmanjos também acabam enchendo a cara e se comportam da mesma maneira que seus ancestrais vikings se comportavam há mil anos atrás.

no vilarejo de Skagen, onde os artistas se hospedavam no século XIX

no vilarejo de Skagen, onde os artistas se hospedavam no século XIX

A minha noitada dinamarquesa não foi de conquistas amorosas, mas nos divertimos muito principalmente por que eu falava as coisas mais absurdas pras meninas na cara delas, em português é claro, e só eu e o Anders entendíamos e ríamos demais, até os trogloditas vikings eu zoava e eles não tinham a menor idéia, algumas meninas riam de volta e aí eu sacaneava mais. Para não dizer que não fiz nada chamei a atenção de algumas enquanto dançava as músicas latinas que tocaram na pista, mas foi só.

Por enquanto minha rotina tem sido assim, até porque se vocês olharem no mapa verão que onde estou é mais ou menos na mesma altura do alasca e o pólo norte está mais perto que o equador, e isso se reflete no comportamento das pessoas que são em geral frias e distantes. Mas toda a experiênca é válida e a minha na europa me fará uma pessoa bem diferente quando eu voltar. E agora eu tenho a certeza que o mundo é o meu quintal, e pode ser de todos, pois nenhum sonho é impossível.

Até o próximo!

Ps- tô

chegando!

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3 responses

14 09 2009
Damilo e Juçara

Oi filho gostamos muito de saber que ateh ai vocw e querido, d um abraço nos pais do anders e nele tambem, a mãe quer saber o q vc quer comer na sexta, todos vão te esperar, anciosos com o seu regresso.beijos até, parabens pela sua viajem, cade as fotos.???????????

15 09 2009
dinda juju

aiaiaiai ta chegando a hora, rs
estamos emcontagem regressiva para o assassinato da saudade
curta o finalzinho, que bom ter sido na companhia do Enders
breve breve vc não estara mais ouvindo o gringues, idioma que me satura em 15 dias, fico doida p ouvir a lingua mãe
bjkarinhosa
te amamos
dinda

15 09 2009
Priscila Rabelo

“…Eh mulher bonita aos lotes, voce fecha os olhos e estica o braco o que voce alcancar eh lucro…”
Hahahaha.
Confesso q cerrei os olhos e fiquei imaginado a cena…rs muito bom
Saudades!
Beijos

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