Dando um pulo em Berlim

8 09 2009
Trecho da East Side Gallery

Trecho da East Side Gallery

Visitar a capital alemã definitivamente não estava nos meus planos, mas nenhum dos destinos desde Budapeste estava também então não faz diferença. Mas no fundo a única razão pra eu passar em Berlim foi o fato de não haver meio direto de ir de Cracóvia, na Polônia, até Copenhagen, na Dinamarca, então o jeito foi fazer um pit stop por lá.

Já cheguei me impressionando com o tamanho da estação de trem, maior que muito shopping center no Brasil, tem uns cinco andares e também serve de estação para umas dez linhas de S-Banh e U-Banh (o metro na superfície e o debaixo da terra respectivamente). Incrível, tão cheia de gente como um formigueiro com formigas.

Graças à eficiência e pontualidade dos transportes públicos alemães cheguei bem rápido e facilmente no albergue, que pra minha grata surpresa era gerenciado por Lúcia, uma porto-alegrense super simpática, que vive em Berlim há quatro anos. Além da recepção básica como mostrar o quarto e as dependências, ela ainda me deu várias dicas, inclusive onde encontrar farofa pronta pra comer. Mas por não ter tempo suficiente não cheguei a matar as saudades dos sabores da terra pátria.

Como eu estava virado sem dormir, era um caco humano depois de 10 horas de viagem de trem não fiz nada na noite que cheguei além de uma ducha e berço.

Logo cedo no dia seguinte um frio e chuva piores que no inverno do Rio, o que me obrigou a desentocar o casacão posto pra escanteio desde Viena. Comprei minha passagem pra Copenhagen e finalmente tinha o domingo pra aproveitar e conhecer a cidade.

Berlim é uma das cidades européias que tem o serviço do tour guiado gratuito, que não é exatamente grátis, mas você só paga no final e o quanto julgar justo, o que pra mim significou 10 euros, e já digo porquê.

Cheguei no ponto de encontro para o passeio em cima do laço. Escolhi a versão em espanhol por vários motivos: já estou cansado de falar inglês pra todos os lados, tour em castelhano são menos lotados e os latinos sempre se entrosam rápido entre si! O guia Jorge, espanhol de Bilbao foi realmente uma boa escolha, pois ele tinha um estilo quase teatral de contar as historias de cada lugar e interagia muito com os todos e ainda contava piadas.

Eu no meio dos blocos do monumento ao holocausto

Eu no meio dos blocos do monumento ao holocausto

O passeio demorou aproximadamente 4h30 e cobriu pelo menos 80% das principais atrações berlinenses. Começamos pelo portão de Brandenburgo símbolo da cidade, depois fomos ao memorial do holocausto, um conjunto de blocos cinzas de tamanhos variados no meio de um terreno irregular.

Dali passamos pelo local onde um dia existiu o bunker de Adolf Hitler. Outros pontos referentes às historias nazistas e da guerra fria também estavam dentro do roteiro, assim como uma das partes remanescentes do Muro de Berlim. Tudo isso me fez perceber como era surreal a vida nesta cidade durante os 40 anos quando quem estava fora não entrava e quem estava dentro não saia.

Ao fim do percurso ainda fui ao parlamento (Reichstag), à East Side Gallery, que consiste no maior pedaço ainda existente do muro, e hoje funciona como uma galeria de arte a céu aberto onde artistas do mundo todo, inclusive do Brasil, expõem seus trabalhos.

Fechei meu dia de caminhada na igreja do imperador Guilherme que continua do mesmo jeito desde o fim da II guerra mundial, ou seja, toda destruída.

Voltei ao albergue e só pra não dizer que não conheci alguma coisa da noite berlinense fui com um casal de mexicanos e um argentino ao Klo, um bar temático cheio de gracinhas pra entreter os clientes como um boneco que tem uma ereção a cada vez que alguém passa por ele, mesas em que os assentos são vasos sanitários, e a mesa que fiquei, na parte que parece uma cripta, é uma espécie de caixão com um esqueleto e garrafas vazias dentro, e você ainda toma cerveja em um urinol.

Bom, isso foi tudo que deu pra fazer em um dia em Berlim. É claro que eu gostaria de visitar alguns museus e galerias, mas o tempo não era suficiente e agora faltam menos de duas semanas pra voltar pra caso.

O parlamento alemão

O parlamento alemão

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2 responses

8 09 2009
Pai e Mae

Filho, estanos realmente com muitas saudades, torcendo para que voce chegue logo e que senpre esteja bem. Futuramente podera receber seus amigos da estranja, pois o quarto para surfing chushing ja esta quase pronto, beijos de todos inclusive de sanuca e obina…….!!!!!!!

23 10 2009
Na Terra dos Vikings: Capitulo I – chegando na Dinamarca « O viajante possível

[…] de Berlim em um ônibus direto pra capital dinamarquesa, Copenhagen, às 9h30 da manhã ainda pregado de sono […]

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