Transilvânia, episódio 2 – Drácula – em busca de evidências

28 08 2009
Fortaleza de Rasnov

Fortaleza de Rasnov

Salut!

hoje comecei a explorar a Transilvânia como se deve. visitei dois dos principais locais da historia romena e de quebra iniciei minha busca pela verdadeira historia de Dracula.

primeiro fui pra Rasnov a 15 quilômetros de distancia de Brasov, onde uma fortaleza no alto da montanha coloca o pequeno vilarejo no mapa do turismo da região. a construção de meados do século XIII serviu de proteção para muitos cidadãos durante as investidas dos otomanos na tentativa de conquistar os bálcãs.

mas não foi tão fácil achar a tal fortaleza porque não existe muita informação turística. eu desci quase dois quilômetros depois do ponto certo e tive que me virar pra achar o caminho que subia a colina ate o portão principal, alias portinhola, porque o lance tem a largura dos meus ombros.

depois de quase meia hora vagando cheguei no alto e a vista valeu a pena. mais uma vez meus olhos foram agraciados com a vista de montanhas esverdeadas e campos vastos, alem das casinhas coloridas de telhado laranja lá embaixo.

vista de Rasnov

vista de Rasnov

no interior da cidadela muitas ruínas em um lado e partes conservadas do outro, bem no estilo que vem em nossa mente quando pensamos em idade media. mas ali ainda não era onde eu queria chegar, pois Rasnov nunca foi visitada por Dracula.

menos de uma hora depois de sair da cidadela, cheguei no próximo vilarejo, Bran, este sim com um castelo digno de filme de terror e é lá que Bram Stoker se inspirou pra escrever sua obra-prima. O Castelo fica encravado numa encosta rochosa exatamente como nos clichês sobre vampiros. e lá dentro suas passagens secretas e câmaras escondidas dão um ar de mistério e suspense.

na verdade o Castelo nunca pertenceu ao Vlad, carinhosamente chamado de Tepes (TZEPESH na pronuncia romena) o que significa o impalador, pois ele tinha a simpática maneira de aniquilar os inimigos cravando uma estaca através do corpo da vitima de uma maneira engenhosa a aumentar o tempo de vida e assim a agonia do individuo. com esta tática o empalado demorava até 48 horas para falecer.

Vlad Tepes esteve só de passagem por ali talvez em algum momento do século XV, mas todas as lendas envolvem o dito cujo e a Transilvânia porque ele nasceu na região, mas depois se tornou senhor feudal na Wallachia, hoje sul da Romênia.

O Castelo em Bran, também conhecido como castelo do Drácula

O Castelo em Bran, também conhecido como castelo do Drácula

o apelido Dracula veio por que seu pai era conhecido como Dracul (demônio) pela maneira como lidava com o povo e os inimigos, e como filho de peixe, peixinho é Dracula significa literalmente filho do demônio.

Mas toda a magia e o mistério em volta de Vlad Tepes veio muitos anos depois de sua morte quando Bram Stoker escreveu o livro utilizando alegorias do folclore romeno e a ma fama do nosso amigo. todas as referências que temos hoje sobre os vampiros são uma mistura de lendas balcânicas e eslavas, como do strigoi, chupadores de sangue que não suportam alho e cebola.

se não fosse pelo romance do escritor irlandês e tudo que isso rendeu seja no cinema ou em outras formas de artes, Vlad Tepes não passaria de um senhor feudal de ma reputação só conhecido na romênia.

fui!

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One response

23 10 2009
Transilvânia, episódio 3: no berço do vampiro. « O viajante possível

[…] um trem com destino a Sighisoara. não te lembra nada? pois é a cidade onde nasceu Vlad Tepes, o Drácula. e esta é uma historia verdadeira. ele viveu ali até os 4 anos de vida, quando ainda era uma […]

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