Sofrendo em Sofia

20 08 2009
A igreja ortodoxa de Aleksander Nevski

A igreja ortodoxa de Aleksander Nevski

Ok, exagerei no título, tanto no que concerne ao péssimo trocadilho, quanto ao nível de sofrimento na capital búlgara. Porque passei perrengue, mas não a ponto de me desesperar ou sofrer. Vamos aos fatos.

Tudo começou lá em Istambul quando perguntei que horas o ônibus chegaria em Sofia. E lá no guichê na cia de ônibus eles me falaram que seria às 20h. Então avisei ao caboclo que me hospedaria lá o horário. Tudo combinado entre nos, só faltou falar com o motorista que era uma lesma lerda dirigindo.

Por causa disso cheguei uma hora e meia atrasado. E, sendo assim, me desencontrei com o cara. Mas beleza, eu tinha o telefone dele, só precisava sacar uma merreca pra comprar o cartão telefônico. Mas o primeiro caixa automático já tinha bem grande na tela escrito : fora de serviço. Fui no outro e engoliu meu cartão, segurou por 30 segundos e devolveu sem efetuar nenhuma operação.

Eu já estava xingando o pais inteiro pela falta de estrutura, e fui trocar uma nota de cinco euros que eu estava guardando como lembrança pra poder conseguir fazer alguma coisa naquela estação rodoviária. Comprei o bendito cartão e ao digitar o numero uma mensagem de voz ao final dizendo que o numero era inexistente. Então pensei: queijo de soja (tofu)!

Atravessei a rua com a minha mochila peando uns 17 quilos, mais a mochila extra que comprei pra carregar outras coisas de mão, cansado de quase dez horas no ônibus e mal alimentado. Fui pra estação de trem onde pelo menos pude sacar dinheiro. Pois ficar num pais sem a moeda local é furada total.

Enquanto tentava sem sucesso ligar pro meu anfitrião uma mulher se aproximou oferecendo vaga em um albergue. Num primeiro momento fiquei bolado, mas depois lembrei que em pelo menos metade dos lugares que estive isso é comum. E pelo outro lado esta poderia ser minha única opção alem de dormir no banco da rodoviária, pois já eram 22h.

Casas sem conservação, ranço do comunismo

Casas sem conservação, ranço do comunismo

Eu falei que tentaria mais uma vez. Pedi ajuda a ela pra ver o numero e ela malandramente não me disse que eu tinha que colocar o zero na frente antes de discar. E por causa de um bendito número eu tive que pagar hospedagem em Sofia num pulgueiro.

Sim. Aceitei a oferta pra não dormir na rua. Pegamos o táxi e paramos em frente de um prédio meio caído, mas beleza aqui era um pais comunista e prédios velhos e capengas se acha aos montes. Subi os seis andares de escada pra descobri que não era exatamente um albergue e sim um apê bem pequeno e simples onde ela entulha gente. Por sorte esta noite só tinha eu mesmo então no quarto fiquei sozinho, mas que estava muito puto, isso eu estava.

No dia seguinte decidi caminha pra conhecer a cidade, e sabia que seria rápido. E a única vantagem do lugar que eu estava é que fica numa parte bem central de Sofia, e todas as atrações são próximas.

Primeiro parei na igreja ortodoxa bizantina de Aleksander Nevski. Legal mas nada demais. Depois, sinceramente andei sem muita preocupação porque sabia que os pontos de interesse são umas igrejas ortodoxas, o parlamento e o antigo prédio do partido comunista e foi só isso mesmo. Ao meio dia já tinha visto de tudo.

Só pra não dizer que já queria ir embora visitei o mercado de rua, mas me senti na feira do rio das pedras. Ok, eles tem uma frutas que parecem suculentas como ameixas e pêssegos, mas tirando o tomate tamanho família e os pepinos que a gente só vem em picles, nada muito diferente. A não ser umas mulheres oferecendo cigarro. Não entendi o porque pois existem lojas ode se pode comprar cigarro, e essas mulheres ficam sentadas dizendo: cigarro, cigarro. Te chamam no canto como se estivessem vendendo algo ilícito, a não ser que os mesmos estejam batizados com algo mais eu não sei qual é a razão pra tanto.

Sofia em "pessoa"

Sofia em "pessoa"

E pra fechar uma curiosidade: aqui eles balançam a cabeça pra cima e pra baixo quando dizem não, e da esquerda pra direita quando dizem sim. Como agora já cheguei em Veliko Tarnovo no meio das montanhas no centro do pais, minha anfitriã me explicou que isso vem da época do império otomano quando os turcos colocavam uma faca no pescoço de cada infiel e perguntavam: você vai se converter ao islã? E se eles dissessem não da maneira tradicional o movimento seria suficiente pra degolar o sujeito. Ainda fico confuso e lembro que o meu irmão mais novo faz isso pra me sacanear, igual o Chaves…

Para fotos…
http://picasaweb.google.com/rogjorn/Bulgaria#

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2 responses

21 08 2009
dinda ju

Oi Ro
mas que sufoquiho básico, heim
mas pelo tanto que ja deu certo…põe na conta, rs
vc nem ficou no clima de curtir, aí fica dificil achar graça em alguma coisa, não é mesmo?
to kás saudade dôce, snift
a vo vai ficar lá em casa este fim de semana, ela tem tido mal-estar, mas esta bem, fique tranquilo
bjk
dinda

23 10 2009
Curiosidades turcas. « O viajante possível

[…] ısso é maıs ou menos o que rola pelas ruas aquı da grande metrópole turca. e eu posso afırmar que é grande mesmo a cıdade. pra chegar na estação rodoviária onde compreı a passagem pra Bulgária foram quase duas horas de vıagem e três conduções dıferentes. prımeıro 25 mınutos de barca pra atravessar do lado asiático pro europeu. depoıs pegueı o tram e oıto estações depoıs desembarqueı onde começa o metro, e aí sım, seus estações depoıs chegueı fınalmente na rodoviária. o lugar longe. o pıor é que quando termınar aquı vou ter que fazer tudo de novo, só que desta vez com mınha dıscreta mochıla de 17 quilos nas costas, e depoıs enfrentar oıto horas de estrada até Sofıa. […]

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