Lucca: 100 anos depois!

31 07 2009

ciao tutti amici!

Chegando em Lucca

Chegando em Lucca

O impossível acontece de vez em quando. ele vem e se transforma em realidade no instante seguinte em que passamos a acreditar que o sonho é possível. e o tempo é o nosso maior aliado nesta ocasião.

E no meu caso o que me parecia um sonho longínquo e impalpável como visitar a terra natal do meu bisavô, no coração da Toscana, uma as partes mais famosas da Itália, se tornou realidade e mal posso acreditar que eis me aqui escrevendo estas palavras numa trattoria em Lucca.

Desembarquei na estação de trem às 17h30, horário local, e quando a voz do locutor disse – “siamo arrivo a la fermata de Lucca” eu literalmente me arrepiei. em seguida pus os pés na terra que em certa proporção carrego em meu sangue.

Foi muito emocionante caminhar na mesma plataforma que, na virada do século XX, Armando Monducci, meu bisavô, embarcou para o porto de Nápoles e de lá tomou o navio em direção ao Brasil, acompanhado de centenas de patrícios e de uma esperança comum de fazer a América, ou seja, prosperar e ter um futuro melhor do que em sua terra pátria.

Ao cruzar as muralhas da parte antiga da cidade voltei no tempo e tentei imaginar o jovem Armando caminhando ao acaso pelas ruas estreitas, passarelas melancólicas e emolduradas por sacadas floridas. imaginei ele aproveitando o fim de uma tarde de verão, como eu agora, acompanhado de “una copa de vino rosso”, tinto, vermelho como este sangue que carrego em minhas veias, e que tem parte de suas raízes ancestrais aqui em Lucca, sob o sol da Toscana.

é assim que eu escrevo os posts durante a viagem

é assim que eu escrevo os posts durante a viagem

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2 responses

8 08 2009
Priscila Veras

Oi meu querido amigo,
recebi o postal e fiquei muito emocionada com o que escreveu. E agora, lendo seu diário também senti um arrepio em minha pele. Imaginei a cena de nossos ancestrais deixando a terra natal em busca de seus sonhos.
Continue mandando notícias.
Beijossss

24 10 2009
Lucca: terra de Monducci e Puccini « O viajante possível

[…] vejo Puccini em cada esquina, outro filho da cidade, mas bastante anônimo, Armando Monducci, meu bisavô, parece não ter deixado vestígios em sua terra natal. viro cada curva na esperança […]

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