que Bosnia!

23 07 2009
eu em Noum, na Bósnia

eu em Noum, na Bósnia

dobre dan!

Este último dia foi intenso. depois de muito tempo fiz uma viagem bastante longa, 10 horas de ônibus desde Zagreb, capital da Croácia, até Dubrovnik perola do mar adriático no finzinho da costa da dalmácia. a viagem foi na maior parte do tempo durante a noite em um ônibus meia bomba que não recostava direito o assento, isto significa nada de sono praticamente. quando o dia amanheceu mais da metade dos passageiros tinham descido em outras paradas então pude me esticar mais um pouco e tirar uma soneca, mas não demorou muito fui pego de surpresa por um fato inusitadíssimo.

O motorista gritou para todos pegarem os passaportes para controle de fronteira. mas eu fiquei intrigado porque estávamos na beira do mar Adriático, parte oriental do mediterrâneo, entre a costa leste da Itália e os bálcãs, e pelo que eu me lembrava toda aquela parte ainda era Croácia. mas o ônibus parou numa cancela e do outro lado a bandeira da Bósnia Herzegovina bailava ao humor do vento. eu pensei, fudeu, pra Bósnia preciso de visto e estes caras vão me fazer descer aqui no meio do nada, vai dar merda. mas pra minha sorte somente a policia croata subiu abordo e deu uma conferida rápida, nem chegando a carimbar o passaporte, pois o trecho bósnio é de primeira, quando o motorista passou a segunda marcha já estávamos na Croácia de novo. quer dizer o pedacinho de costa da Bósnia é tão pequeno que eu nem tinha reparado no mapa, acho que não chega a 10 km. só fiquei mais tempo por lá pr paramos na única cidade, chamada Noum, para os motoristas fazerem uma refeição e eu pude tirar fotos e comprar um postal pra provar que estive na bósnia, quem diria!

centro histórico de Dubrovnik

centro histórico de Dubrovnik

Pouco tempo depois chegamos em Dubrovnik e o tiozão dono do albergue me buscou na rodoviária. muito figura e ele fala um inglês basicão que tem praticamente uma dúzia de palavras e fica repetindo todas elas até você entender o que ele quer dizer, mas muito atencioso, a família toda alias, a esposa cuida da arrumação e a filha fala fluente o inglês e administra tudo.

O detalhe é que o albergue fica no alto da colina e pra chegar na cidade antiga, principal parte de Dubrovnik tem que descer tudo, de escada! e ele diz que são 20 minutos, mas isso acho que só se for o caso de você ser atleta olímpico, pois andasse quase isso só nas ruazinhas estreitas até a escadaria pro castelo, que tem a bagatela de 412 degraus!

Desci isso tudo já imaginando o sacrifício que seria subir de volta, mas ser mochileiro é assim tem que ter preparo físico. e já imaginava que tudo valeria a pena, e não deu outra, ver as enormes muralhas da cidade e suas torres já do alto foi único, e ao fundo o mar de um verde esmeralda incrível. chegando nos portões uma multidão caminhava de um lado para o outro, quando entrei aí que ficou doido, parecia carnaval em salvador. um formigueiro de gente transitando por cada metro quadrado das ruas de mármore da cidade.

nas margens do Adriático

nas margens do Adriático

Lá dentro uma viagem no tempo, ruínas medievais e dos tempos do império romano, protegidas por uma muralha colossal. nas ruas cada vez mais estreitas e escadarias casas, lojas e restaurantes disputavam a atenção de quem passa, seja pra saciar a fome, comprar uma lembrança ou tirar um foto única.

No perímetro da cidade antiga as grandes religiões estão representadas, pois justamente isso que dividiu a Iugoslávia, de um lado os católicos, croatas, do outro sérvios ortodoxos e ainda um terceiro bloco de bósnios muçulmanos, por isso dá pra visitar catedral católica, igreja ortodoxa (primeira que visitei na vida) e mesquita, todas a poucos metros de distancia uma da outra.

Depois de percorrer todas as ruelas da parte interior chegou a hora de subir pra muralha, o que com o sol escaldante e temperatura chegando a 40 graus, não foi nada fácil. a muralha contorna a cidade toda, não sei dizer quantos quilômetros, mas no mínimo andei por 40 minutos subindo e descendo escada, passando por plataformas com canhões e partes tão estreitas que formava fila. já não agüentava mais de calor, sede, e dor nos pés e pernas quando cheguei ao fim do percurso, pensei que seria uma grande idéia colocar uma escada rolante ali, mas acho que destoaria do conjunto arquitetônico.

nas muralhas de Dubrovnik

nas muralhas de Dubrovnik

Foi desgastante mas valeu muito a pena, cada visual fantástico e depois fui pra um merecido e muito aguardado banho de mar no gelado, salgado e transparente mediterrâneo. apesar de star machucando de tão frio foi revigoraste. a praia não tem areia, só pedrinhas arredondadas com de rio, é mais difícil de caminhas porque elas afundam o pe e rolam fazendo com que você não sai do lugar, mas tudo foi demais. até subir os 412 degraus de volta foi menos sofrido, é degrau pra o ano inteiro e ainda sobra credito. mas até agora foi um dos lugares mais incríveis que estive!

para fotos escaldantes:
Croácia

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2 responses

23 07 2009
Rodrigo

Ah muleque!
Bósnia!!!!! Eu sabia que vc ia passar por lá!

24 10 2009
Split, sem banana! « O viajante possível

[…] aqui nesta sexta vindo de Dubrovnik, ou seja, mais um pulinho rápido na Bósnia, e já fiquei encantado com o movimento, com as […]

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