Ljubljana, mais simples do que parece!

22 07 2009
o rio Ljubljianca e o charme de suas margens

o rio Ljubljianca e o charme de suas margens

Dobre dan!

Terça foi dia de correria. eu já estava com passagem comprada pra Croácia e tinha umas seis horas pra conhecer a capital da Eslovênia. minha sorte que Ljubljana é pequena. então fui direto pro centro onde todas as atrações são próximas e ficam ao largo da margem do Ljubljanica, principal rio da cidade.

Pra começar o rolé fui ver as ruínas de uma muralha do império romano, que serviam pra proteger a antiga colônia chamada emana e foi erguida no ano 14 d.c. de lá caminhei pelas pequenas e simpáticas ruas do centro com seus cafés, restaurantes e lojas de todos os tipos. a visão do conjunto arquitetônico e a combinação com o rio faz o local ser muito agradável para caminhada, e este vocês já sabem tem sido meu principal esporte aqui na Europa.

Como tudo era muito próximo foi rápido percorrer os principais pontos da capital, como a ponte tripla, a ponte do dragão, que é o símbolo de Ljubljana, a catedral de são Nicolau, a igreja da ascensão de cristo, o mercado de rua com suas inúmeras barraquinhas que vendiam flores, frutas, queijos, artesanatos sortidos e bugigangas made in china.

o dragão, símbolo da cidade

o dragão, símbolo da cidade

Deu a hora do almoço e escolhi um restaurante típico indicado pelo guia do lonely planet. alias ótima escolha comi um prato nacional e vegetariano que consistia em um bolinho de cenoura com ervilhas e couve flor, acompanhado de uma espécie de nhoque meio frito e um rolinho cozido de queijo cottage, tudo regado com um molho de cogumelo – alias aqui eles tem uns cogumelos brutamontes. para beber cerveja do próprio restaurante feita artesanalmente e com uma espécie de tampa retrátil super diferente. tudo muito bom.

Depois sai em busca de alguma camisa ou short ou boné referente ao futebol esloveno. perguntei e todo mundo me indicava uma loja ou outra onde nunca tinha nada do que queria. então fui buscar informações no centro turístico e a mocinha tão bonitinha e simpática me mostrou no mapa onde havia um estádio de futebol e que talvez teria o tipo de loja que eu queria. e que apesar de aparecer quase do outro lado do mapa ela me disse que eram só 30 minutos andando. ok 30 minutos andando num shopping center com ar condicionado pode até ser agradável, mas meia hora debaixo do sol escaldante da Eslovênia as 14h não é uma idéia muito inteligente, mas lá fui eu. quando cheguei lá, esbaforido e cheio de sede, descobri que aquela cretina me mandou pra porra de uma ruína estádio todo rabiscado e com o mato da altura de um poste, e o que tinha mais parecido com comercio era uma banca de jornal meio pobre e um “butecão” com uns tios tomando cerveja.

Vocês podem imaginar a fúria que tomou conta de mim, não é? e a quantidade de elogios que fiz a mocinha bonitinha do posto de informações turísticas e toda a família dela, em especial a respeitável mãezinha da dita cuja. pois dei meia volta e comecei a caminhar tudo de novo disposto a entrar lá naquele ambiente climatizado onde ela se esconde e dar na cara dela, mas a sede e o cansaço falaram mais alto e quando cheguei de volta ao centro só queria mesmo sombra e água fresca.

nos arredores do castelo de Ljubljana

nos arredores do castelo de Ljubljana

Voltei pra casa do Jake, meu anfitrião e terminei de arrumar minha trouxa. ele me deixou na estação de trem e eu fui pra plataforma esperar. lá encontrei Joana, uma campista, mas que mora em Ipanema e tem muito mais quilômetros ao redor do mundo que eu. fomos o Caminho inteiro conversando e trocando experiências, assim as duas horas e meias de viagem passaram voando, só interrompidas quando paramos na fronteira pra carimbarem meu passaporte. alias tomei um susto com o policial da Eslovênia que começou a olhar meu passaporte e disse um monte de coisa pelo radio. eu pensei logo que já ia dar confusão, mas logo depois ele deu o carimbaço e me devolveu.

Chegando em zagreb liguei pro Siniša, que me hospedou aqui e trocamos varias idéias sobre o passado da Croácia e como as coisas funcionavam durante o comunismo. fomos na casa de um amigo dele que é capoeirista e tem um monte de coisas sobre o Brasil e ficamos batendo papo até quase uma da manha, ai sim chegamos em casa e tomei um merecido banho e pra variar capotei na cama.

Agora estou escrevendo da estação de ônibus de Zagreb e vou conhecer a cidade em seqüência. vim primeiro aqui comprar passagem pra Dubrovnik que fica no estremo sul do litoral, ou seja, amanhã já vai rolar praia no mediterrâneo!

fui!

a cerveja artesanal feita pelo restaurante Sokol no centro histórico de Ljubljana

a cerveja artesanal feita pelo restaurante Sokol no centro histórico de Ljubljana

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2 responses

25 10 2009
Zagreb em um dia! « O viajante possível

[…] peguei o tram e desci pro centro da cidade. A parte turística de Zagreb é tão grande quanto a de Ljubljana, ou seja, em duas horas você já viu […]

26 10 2009
pequenas considerações « O viajante possível

[…] sobre Berlim. O que quero é conhecer o outro lado da moeda. República Tcheca, Áustria, Eslovênia, Croácia, Itália, Grécia, Turquia, Bulgária, Romênia, Hungria e Eslováquia fazem parte do meu […]

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