Azul da cor de Bled!

21 07 2009
o lago de Bled

o lago de Bled

dobre dan!

Eslovênia, tão pequenininha com uma historia tão grande! cheguei aqui de trem na maior correria domingo. isto porque sai de Viena 16h e teria que trocar de trem em Maribor, a segunda maior cidade daqui, por volta de 19h45. só que o bendito maquinista estava atrasado e quando paramos na estação de troca o outro que seguia pra Ljubljana estava pronto pra partir, então tive que sair correndo que nem um doido com a mochila de 15 quilos nas costas, mais casaco e a mochilinha de apoio. entrei no vagão errado, mas o trem era o certo. depois foi só achar meu lugar e relaxar.

Chegando na capital meu anfitrião, o Jake, foi me buscar de carro, já é um grande avanço porque até agora meus anfitriões anteriores somente me deram as indicações de como chegar em suas casas e eu me virei. mas voltando ao Jake, ele mora sozinho num apartamento cheirando a novo cheio de tecnologia, legal pra caramba e outro detalhe é que ele chegou de viagem ao Brasil tem uma semana então tínhamos muito papo em comum, alias foi a terceira vez dele aí, já está até falando um pouco de português. inclusive até agora o fato de ser brasileiro só me trouxe benefícios. as pessoas abrem um sorriso imenso e fazem tudo pra te ajudar, eu definitivamente não esperava tanta receptividade.

Como cheguei em Ljubljana tarde quase 10 da noite e estava morto de cansado só comi uma salada rápida e capotei, pois segunda era dia de ralação. sim, pois a cidade aqui é pequena e as partes de interesse turística dá pra se visitar em meio dia, então resolvi ir um pouco mais longe e visitar Bled, um vilarejo nos Julian Alpes com uma lagoa estonteante castelo e igreja, só pra variar.

Peguei o ônibus na rodoviária e em pouco mais de uma hora cheguei lá. e assim que desci em direção do lago fiquei boquiaberto, pois a vista é digna mesmo de cartão postal. principalmente a cor da água de um azul único meio esverdeado, que nem parece que é natural, mas tudo se deve a formação geológica da área e da neve que derrete e abastece a lagoa. ao redor uma enorme castelo e bem no meio uma pequena ilha com a igreja da ascensão de cristo.

A ilha da igreja da Ascensão de Cristo no meio do lago

A ilha da igreja da Ascensão de Cristo no meio do lago

Era tanta coisa ao mesmo tempo em que fiquei na duvida do que fazer primeiro. como estava super a fim de dar um mergulho, nadar e torrar um pouco no sol, pois afinal de contas é verão, achei melhor fazer o tour pelas outras atrações primeiro e depois ficar até esquecer da hora no balneário. subi primeiro a trilha por castelo de Bled, que fica encravado numa rocha longa na margem do lago. as primeiras estruturas do edifico datam de 1004, ou seja, mais de mil anos ali, e foi usado até 1883. chegando lá me deparei com um grupo de excursão de israelenses da terceira idade que invadiram o pátio do castelo como uma nuvem de gafanhotos ataca um milharal, mal consegui um cantinho pra tirar foto da vista lá de cima. depois fui ao museu, mais um role pelas dependências da fortaleza e desci.

De volta a beira do lago resolvi fazer o que meu livro guia sugere, uma volta completa caminhando. São 4 km, ou seja, menor do que a lagoa Rodrigo de Freitas, que eu fiz em uma hora e meia, mas que valeu pela viagem toda, a cada curva, cada fresta entra as arvores uma paisagem diferente, um novo angulo e sempre tudo lindo.

Ao fim da caminhada hora de se refrescar. ao redor do lago existem uns lugares como clubes em que você paga uma taxa e lá existe toda estrutura de bar, restaurante, cadeiras, trampolim, toboagua, plataformas flutuantes, armários, cabines, enfim tudo que se precisa num lugar desses. deixei todas minhas coisas no armário e fui só de sungão nadar naquela água azulzinha. a temperatura estava muito agradável e eu agüentei nadar uns 2 km e depois fiquei estirado em uma das plataformas flutuantes imitando os outro visitantes, que tal qual uma horda de lagartos albinos exibem sua brancura ofuscante e disputam avidamente seu lugar ao sol (literalmente). foram horas muito agradáveis, clima bom, mas deu a hora de voltar pra casa. só não fui na igreja no meio do lago porque custava uns 36 reais pra passear de barco com parada na igreja, era mais fácil eu chegar lá nadando, mas talvez alguns considerariam heresia entrar na igreja só de sunga, não é?

o castelo no alto da rocha

o castelo no alto da rocha

Novamente em Ljubljana o Jake me levou pra um role de noite. caminhamos pelo centro onde dezenas de cafés e bares abrem suas portas e estendem suas mesas ao longo do rio Ljubljanica e todas iluminadas com velas. mas nosso destino era menos convencional. fomos a uma zona alternativa que o Jake chama de lapa de ljubljana. um lugar cheio de intervenções artísticas, gente de todos os tipos, clubbers, rastas, punks e afins, que se sentam em qualquer canto em rodas animadas, nos sentamos no chão mesmo e tomamos cerveja com mais dois caras e duas garotas. o mais engraçado era ouvir eles conversando em esloveno e ficar boiando totalmente. uma das meninas, a Maja, parecia uma metralhadora de palavras, acho que ele desenvolveu uma técnica única de falar sem parar pra respirar. no fim das contas foi divertido. voltamos quase 1 da manhã, porque afinal era segunda e somente eu estou de ferias!

para fotos estonteantes: eslovênia

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