rogando praga!

11 07 2009
Martina e Bianca no festival de música eletrônica

Martina e Bianca no festival de música eletrônica

desculpem o trocadilho infame, mas é que já foi inaugurada a galeria de perrengues da viagem. no ultimo post eu disse que iria para um festival com  o pessoal do couch surfing daqui. pois bem, encontrei o pessoal (o brasileiro, uma norueguesa e um inglês) no ponto do ônibus que ia pro vilarejo onde rolaria o festival. e depois que subimos no coletivo que eles me perguntaram: “você sabe que este é o último ônibus pra lá hoje, né? o próximo só 4h da madrugada.” eu pensei, lascou-se! sendo bom ou ruim vou ter que ficar até o fim. ainda no caminho (que demorou uns 50 minutos graças a velocidade de lesma que os ônibus andam aqui) ligamos pra Karolina avisando que eu viraria a noite na rua e ela não precisava se preocupar. e tinha razão, quem deveria ficar preocupado era eu. estava com a mesma roupa do dia inteiro, bermuda jeans, tênis blusa e meu moletom do River Plate, alem da mochilinha que carrego minhas tranqueiras. e não tinha idéia do que estava por vir.

chegamos no ponto final do ônibus 350 (que não era no Passeio nem em Irajá) numa roca chamada Okor. não tinha viva alma ao redor, nenhum som rolando e o pôr-do-sol já estava em desenvolvimento. o Danilo,  brasileiro, tinha as coordenadas no gps em uma das mãos, e uma garrafa de cachaça na outra, ou seja, uma anulou a outra e ficamos andando de um lado  pra outro sem ter idéia de onde era o, digamos, evento. e quando já estava escuro e mais frio que o inverno no Rio, e a norueguesa estava lembrando detalhes do filme “o albergue” que se passa justamente num cantão escondido da republica tcheca e termina com um monte de gringos mortos das formas mais  criativas, que encontramos um grupo de 5 tchecos que também estavam ido ao festival, mas pra nossa sorte sabiam menos ainda como fazer pra chegar lá. ai foi um tal de liga pra um que sabe o caminho e liga pra outro que já estava lá, chegou mais um grupinho meio perdido, e no meio da confusão eu sugeri que fizéssemos o nosso próprio festival pois aquela altura já éramos uns vinte zanzando que nem barata tonta.

em Okor esperando pelo ônibus que não vem

em Okor esperando pelo ônibus que não vem

Quando a coisa já estava descambando pra comédia pastelão achamos um boteco onde fomos pedir informação. e a situação estava engraçada por que eu não conseguia saber se o cara no bar estava explicando o caminho ou dando esporro na garota que perguntou. no fim das contas o caminho era meio torto mesmo e todos os tchecos estavam de carro e nos quatro tivemos que seguir a pe no meio da floresta, num frio filho da p@$%^&*uta, sem enxergar p@#$%^orra nenhuma e ainda sem ouvir som de musica. já estava me sentindo personagem de versão trash do mágico de oz, caminhando numa escuridão na floresta com mais dois caras e uma loirinha indefesa. eu já tava no clima de “bruxa de blair” quando apareceu uma luz e um barulho no fim do túnel, viramos mais uma curva atravessamos um riacho por cima de troncos e chegamos ao local! quanta alegria, emoção ao ver que realmente existia o tal lugar e que não foi dessa vez que tive que usar tudo que aprendi assistindo o “a prova de tudo” do Discovery Channel. mas, pera aí!que porcaria é essa? meia dúzia de gato pingado, dois “palcos” e música bate-estaca.

só a cerveja poderia me salvar… se tivesse cerveja.! os malucos estavam perdendo de 11 a 0 da máquina de chopp. e pra comer nada estava pronto. foi então que me vi já  de tangas, penacho na cabeça e com as flechas voando, não tinha mais volta, o programa de índio estava oficialmente estabelecido. o jeito era tentar aproveitar. mas frio, chuva fina e gente esquisita naquela festa estranha foi um adversário e tanto. eu bem que tentava ameaçar uma dancinha, mas não tinha idéia de como acompanhar aquele ritmo. e não demorou muito um pessoal começou a rolar no chão, detalhe, molhado e eu me perguntava porque estava ali e não na cama quentinha!

a coisa foi ficando pior quando a alta madrugada se estabelecia e o povo começou a vazar ou ir dormir.. e eu onde me meteria nesse lugar? mas graças a barraca salvadora do inglês eu me abriguei e cochilei umas duas horas até 5h da manha levantei num pulo me despedi de quem ainda tava lá e meti o pé! mas era todo o caminho na mata de volta… e sozinho… e sem ter descansado direito… e puto por ter feito o maior programa de índio que consigo me lembrar

o pavão albino nos jardins do senado tcheco

o pavão albino nos jardins do senado tcheco

mas pra melhorar minha situação chegando no ponto de ônibus ainda faltava uma eternidade pro próximo passar… eu esperei uns 40 minutos e nada. 6h30 e eu tive a grande idéia de ir andando uma distancia que o ônibus faz em 30 minutos. eu não tenho nem idéia de quantos quilômetros eram, eu só queria me livrar daquela sensação de espera em vão em um lugar sem viva alma. nem que pra isso eu começasse a caminhar numa estada que só tinha plantação de trigo de um lado e de outro….

fui assim por quase uma hora até achar um vilarejo com ponto de ônibus da linha que eu precisava e desta vez me dei bem porque o ônibus passou assim que cheguei. segui até Roztoky, onde estou hospedado, passei no supermercado e comprei um café da manha reforçado pra mim e pra Karolina com direito a queijo, pão integral, bolo recheado, iogurte e biscoito. tomei o banho mais desejado do ano, comi e tive que sair de novo menos de duas horas depois pois karolina teria que sair o dia todo.

aproveitei pra ver umas partes da cidade que não tinha visto direito, tirei uma soneca de vinte minutos no jardim real do castelo. visitei o parlamento e o senado checo, que tem um labirinto no jardim e um monte de pavões zanzando, inclusive um pavão albino que eu nunca tinha visto. visitei a igreja de são Nicolau que é de estilo diferente das outras, esta é do período barroco, mesmo das igrejas famosas de minas gerais. almocei num restaurante vegetariano supre descolado, com umas garçonetes gatas, alias isso é redundante, aqui onde você olha tem loira de olho azul ou morena de olho verde… covardia!

depois de uma noite em claro em um programa de índio resolvi visitar algumas partes de Praga

depois de uma noite em claro em um programa de índio resolvi visitar algumas partes de Praga

mais tarde vou participar do encontro mensal da turma do couch surfing aqui de Praga e conhecer uma galera que só falo pela Internet, mas com a garantia de que desta vez o lugar é agradável!

até aproxima

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3 responses

11 07 2009
Rodrigo

Vamos brincar de índio…
Fazer fogueira…

hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah!!

Se fode aí muleque!!!!!

16 07 2009
Priscila Rabelo

Que aventura!!!
Eu tenho a foto desse labirinto numa edição da national geographic!!!!

Traga fotos!!! Onde estão as fotos???
Beijos
Priscila

17 07 2009
dinda ju

Oi Ro
eu ri muito e mostrei p uma amiga aqui do trabalho, a Sandra. Karaca! vc num ficou com medo de voltar sozinho, eu não encarava mesmo, rs. Me lembrei de voce reclamar qdo te levo p algum programa que não faz a sua linha, so que nada se compara a este programa de Hyinhzxkdio platz daí
rs
bjkarinhosa
Dinda

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