Na Páscoa sem coelho

24 03 2008
arg 361

dando um pulo no supermercado

Domingão de Páscoa, todo mundo com a família almoçando e nós dormindo! Não senti falta dos ovos de chocolate até porque me esqueci completamente da data. Então Saímos eu, soledad e Ray para comprar uma coisinhas pra fazer o almoço.

Na volta do supermercado passamos na casa de uma das irmãs de Soledad para uma rápida visita, e como sempre, umas rodadas de mate. Aqui a cidade é tão tranqüila e agradável que os dias passam e eu não me dou conta. E ainda por cima Anders e Soledad estão me mimando tanto que fica difícil ter noção das coisas.

Em casa fizemos o almoço com macarrão, uma super salada e também filé de merluza pra quem gosta. O problema que aqui faz tanto calor que dá uma preguiça gigante e ficamos a sombra tomando yerba e conversando a tarde. Então decidimos visitar uma cidade das redondezas chamada Oberá que é uma colônia multicultural, tem gente descendendo de tudo quanto é povo.

E então fomos. Tomamos um cata-mendigo na rodoviária que deu volta por todas as roças ao redor e demorou o dobro do tempo pra chegar na cidadezinha. Era gente de tudo quanto é tipo, só faltou nego entrar com animais da fazenda, pois o cheiro já era o mesmo.

Lá em oberá chegamos muito tarde então o parque das aves já estava fechando e vimos meio no escuro os bichos lá. depois ficamos caminhando por uma interminável avenida cheia de praças e vivemos a diversão da galera no fim de semana, ficar na praça tomando mate ou cerveja, som alto tocando cumbia e os jovens à toa.

arg 420

no último ônibus de volta de Oberá para Posadas

Quando voltamos ao terminal da cidadezinha pra tomar o busão pra posadas uma surpresa nada agradável: não tinha mais vagas no coletivo. teríamos que esperar por um milagre. E ficamos lá perguntando, especulando e até consultamos o preço de um táxi, mas nada estava ao nosso favor, era domingo de noite, páscoa, não nos restava muitas opções.

Mas como um milagre pascoal veio um ônibus mais caidinho, sem lugares definidos onde pudemos entrar e ir toda a viagem em pé, no meio de um monte de caipiras que ficavam nos olhando esquisito pois na maior parte do tempo falávamos em inglês por causa do Ray. Mas o curioso é que eles se apegaram a este fato e mesmo eu falando com eles em espanhol parecia que não escutavam e achavam  que eu não os entendia.

Finalmente chegamos de volta e paramos pra um rápido lanche. Em casa fomos assistir o dvd pirata da Tropa de Elite que eu comprei no mercado de muambas daqui, mas a surpresa foi que no lugar do filme o disco tinha o documentário do João Moreira Sales “Notícias de uma guerra particular” que é bom, mas não era o que queríamos.

Isso foi tudo por hoje!

até a próxima

Anúncios

Ações

Information

2 responses

27 10 2009
Sentindo na pele « O viajante possível

[…] na pele 26 03 2008 Os dias passam muito rápidos, faz quase uma semana que estou em Posadas vivendo como argentino e como tal estou inconformado com o absurdo do protesto dos fazendeiros. E as […]

27 10 2009
Pecado da preguiça « O viajante possível

[…] falei dezenas de vezes que minha estadia aqui em Posadas é pra tirar férias das férias, pra ficar à toa e viver o cotidiano argentino. Bem não posso […]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: