Oceano nada pacifico

9 03 2008
chi 101

dia perfeito pra aproveitar a praia em Viña Del Mar

Hoje o dia amanheceu perfeito, sem nenhuma nuvem no céu, ótimo pra ir a praia, e era tudo o que eu queria. Tomei um café da manhã bem frugal e chamei os dois brasileiros que estavam no albergue pra irmos a praia, alias os dois são os mesmo mineiros que encontrei no mercado central em Santiago enquanto era abordado por equatoriano que parecia conhecer todos os puteiros do mundo.  Vinicius e Tiago são primos e estão viajando juntos. Ainda chamei Sam, da Inglaterra, pra ir conosco, finalmente encontraria o pacifico.

Tomamos o trem na estação a cerca do hostel e seguimos em direção a Viña Del Mar, pois Valparaíso não tem praias disponíveis para o banho por se tratar de um grande porto. Portanto precisamos fazer uma viagem de 15 minutos de trem até a estação
Miramar já em Viña.

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Praia próxima á estação de Miramar

O sol estava alto, nenhuma nuvem no céu, e não havia calor escaldante. Chegamos na praia e lá não estava lotada com imaginei, pois por ser sábado de sol e quase 13h achei que estaria bombando, mas poucos estavam lá e a maioria  só na areia. Então havia chegado o momento, o Pacifico ali a menos de dez passos de mim. Meus pés já afundavam na areia grossa, escura e pesada da praia, não era tão suave como as da Barra da Tijuca, mas também não era tão ruim.

Tirei a camiseta e a bermuda e fiquei só de sunga, o que foi meio estranho, porque aqui ninguém usa este tipo de roupa de banho, só bermudão mesmo. Alem disso eu ainda estava branco que nem vela. Passei uma dose cavalar de protetor e fiquei na areia, pois não tinha tido tempo de postar as aventuras de sexta, então estava escrevendo tudo pra não esquecer depois.

Uns 35 minutos no Sol e não agüentei, guardei o caderno e fui em frente, o grande momento chegou, não poderia mais evitar e caminhei ate a água. A areia molhada já mostrava que não seria tão agradável assim, e quando a primeira onda tocou a minha pele me arrepiou, e não foi de emoção, tava gelada, desculpem o termo, pra caralho, pois só dizendo gelada pra caralho é que dá pra se ter uma idéia da sensação térmica daquela água.  Acho que era uns 12 ou 13 graus no máximo. era tão gelada que meus pés ficaram dormentes em pouco tempo.

Mas eu não desistiria, não atravessei um continente pra recuar. As ondas quebravam com forca bem em cima da areia e dificultava a entrada, mas a cada onda quebrada eu dava mais um passo adiante. Eu precisava testar 0s limites de meu corpo. E avancei, avancei, molhava os pulsos, a nuca, as costas e quando uma onda veio menos alta mergulhei. Foram centésimos de segundo, mas transformadores. Foi um batismo literalmente, foi a marca definitiva desta viagem em busca do desconhecido, do inalcançável, foi uma experiência marcante, e fria, gelada, ártica, meu corpo inteiro foi tomado por uma sensação de prazer como ao fim do coito, quando todos os nervos sentem o mesmo prazer ao mesmo tempo.

Mas a violência das ondas me fez voltar um pouco, e mais, mais, eu já estava mais cheio de areia que capacho de entrada, então cedi à forca do adversário e iniciei minha volta pra fora d’água, mas antes ainda mais um deleite, uma foca curiosa apareceu bem na minha frente e nadou a menos de dois metros de mim e me encarou e seguiu em frente, impressionante.

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o relógio das flores em Viña

Depois de satisfeita a curiosidade voltamos. No trem nos despedimos de Sam que desceu na estação da rodoviária pra voltar a Santiago. de volta ao bairro do albergue nos sentamos e almoçamos em um restaurante bem barato e com comida boa. Dali subimos toda a ladeira em direção à casa de Neruda para os mineiros visitarem e para eu tirar fotos descentes, pois em minha primeira visita a chuva estragou tudo. E, como não poderia deixar de ser, a vista foi espetacular. ficamos cerca de uma hora no jardim de Neruda conversando e apreciando a paisagem.

Decemos umas duas quadras e voltamos a subir em direção a um famoso mirante pra ver mais deslumbrantes paisagens.  Fomos ainda ao sopé do cierro onde começamos a procurar luvas pra encarar a friaca de San Pedro, acabamos encontrando luvas pra neve por 10 Reais, se elas vão ser mesmo eficiente verei em alguns dias quando chegar lá.

Voltamos pra casa e ainda fomos até um pub, pois hoje, sábado a área aqui bomba. O destaque foi cerveja local que tomei que leva mel na fabricação e é uma lager razoável, mas uma basta, pois senão fica bem enjoativa. Amanha parto cedo pra La Serena, e lá cumprirei a promessa ao meu pai e recolherei a água do pacifico como recordação. Até lá.

 

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One response

9 03 2008
Pais

oi filho, neto e afilhado
é isso mesmo, estamos curtindo seu blog juntos
nessa manha de domingo a familia reunida te acompanhando, rs
todos mandam bjs
suas roupas ainda nao chegaram
se der traz uma luva de neve p mim
areia e agua do pacifico p teu pai
adoramos os presentes, amo o tema tango, obrigada!
curta bastante, teus relatos continuam maravilhosos como sempre: a gente ri, torce e curte a viagem como se estivessemos junto com voce, o que funciona como eficaz antidoto contra a saudade
hoje faz um mes, nao é mesmo
superbjkarinhosa de todos nos que muito o amamos
pai, mae, vo dinda e irmaos

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