Caminhos andinos

5 03 2008
arg 271

Vinícolas em Mandoza, início do caminha até o Chile

Acordei com certa ressaca, pois minha despedida foi bastante animada no albergue. Fiquei até altas horas com a galera falando ora em inglês, ora em espanhol, teve uma hora que chegou uma quadrilha de chilenas e me deram dicas de San Pedro do Atacama e uma dose de pisco puro, 46% de álcool, mas sobrevivi.

Cheguei na rodoviária, e quando faltavam cinco minutos pra chegar  ônibus, me dei conta que tinha esquecido do chapéu de tango que comprei em Buenos Aires, me deu um aperto no coração por saber que não vende nada do tipo no Rio. Mas já era tarde. Fiquei pensando em mandar um e-mail pro dono do albergue me enviar pelo correio, mas achava que não daria certo.

Cinco minutos de lamento eis que chega o meu transporte pra Santiago: uma VAN! Ok, paguei 25 reais pra ir de um pais pro outro, não poderia querer que me levassem numa limusine ou num helicóptero, mas eu achava que viria um ônibus semicama pelo menos. Mas não tinha escolha eira de van mesmo, mas pra minha surpresa lá dentro a configuração é igual a dos ônibus de viagem, com poltrona reclinável e tudo.

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enquanto esperava minha vez para atravessar a aduana

Aproveitando que era um veiculo bem menos do que eu esperava e a distancia do albergue ate a rodoviária poderia ser percorrida em 2 minutos de van, usei todo o meu poder de persuasão pra convencer o motorista dar uma parada lá pra eu buscar o chapéu, e ele foi! O melhor é que alem do chapéu eu tinha esquecido a toalha de banho também, mas peguei tudo de volta. Não contavam com a minha astúcia!

Então finalmente seguimos viagem. Nas primeiras duas horas eu fui meio cochilando, meio enjoando e com dor de cabeça, e nem liguei pra paisagem pois aquela parte eu já tinha percorrido no passeio até o Aconcágua. E seguimos em diante. Tudo na mesma até aparecer a entrada do túnel internacional Cristo Redentor, e no meio a divisa entre os dois países.

Do outro lado bem-vindo ao Chile, e logo depois a aduana, que novela! Tinha uma fila de uns dez ônibus e mais uma galera em carros particulares. Foram duas horas desde a chagada até o visto na mão. Primeiro esperamos uns 40 minutos e então de repente o tiozinho motorista da van chamou todos os passageiros pra furar fila na aduana e pegar o visto logo. E então descobri que não é só brasileiro que dá jeitinho nas coisas.

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um dos túneis que protegem os veículos das avalanches

Tudo pronto e continuamos a atravessar a cordilheira. De todos os lados era possível ver escarpas gigantes, e picos nevados. E ainda as curvas super fechadas fazendo a serra das araras parecer prova de auto-escola. Não sei exatamente ate que altura subi, pois as placas só avisavam sobre o limite de velocidade (50 km) ou do risco de avalanche. Inclusive tem uma porção de túneis que não atravessam montanhas, somente estão ali pra proteger os veículos que ali passam.

Descendo mais um pouco chegamos em Los Andes, uma cidadezinha bem sem graça, bem interiorzão, pra dois passageiros descerem. E então finalmente fomos até Santiago. A primeira parte da cidade tem uma autopista do estilo avenida Brasil do Rio, e então fiquei bem adaptado. Na rodoviária um pulo já estava na estação do metro e rapidinho na esquina do Albergue. O metro daqui é o melhor que conheci até agora, melhor do que o do Rio, Sampa e Bs As junto. Confortável, limpo, organizado e vai pra tudo que é parte, tem cinco linhas integradas.

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a maior parte do percurso atravessando os Andes é assim

No hotel rápida pausa pra jogar as coisas e explorei a redondeza procurando o que comer e um cajero automático (caixa eletrônico) na volta finalmente pude falar português tem um maluquinho de Brasília aqui e conversamos bastante. Amanhã começo a explorar a capital chilena, o maior desafio é calcular os preços das coisas em pesos chilenos, pois 1 real equivale a 250 pesos.

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One response

5 03 2008
dinda

oi Ro
que aventura , heim?
o visual, as estradas, cada descida braba!
adivinha que to fazendo
vou dar uma dica
sou tricolor de coração
o flu ta jogando com os hermanos e obteve autorização para usar pó de arroz novamente
vamos poner en los trazeros de los hermanos, rs
bjk
dinda

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