Buenos Aires à primeira vista

19 02 2008
arg 08

em frente à Casa Rosada

Bom, os primeiros minutos em Buenos Aires foram, no mínimo, pitorescos. Pra começar era o fim da tarde de domingo, não tínhamos um peso sequer e o ônibus na capital só se pode pagar com moedas, pois é uma espécie de máquina alimentada pelas mesmas. Então fomos mendigar moedas pelos pouquíssimos estabelecimentos abertos na região do porto.

Eu entrei em uma lojinha de conveniências e comprei uma garrafa de 1lt d’água e paguei em dólares, a menina me deu o troco e pedi que fosse em moedas, mas ela não tinha suficiente para nós três. Corremos para o porto de gasolina do outro lado a avenida. Detalhe, as avenidas daqui de Buenos Aires são quase do tamanho da av das Américas ou da paulista. Isto significa que atravessá-las com toda a nossa bagagem nas costas não é nada fácil.

O frentista nos ajudou e seguimos pra pegar o ônibus, que é uma experiência meio doida também. O hostel fica no bairro de San Telmo, pouco antes de La Boca. Chegamos justamente no dia da estréia do campeonato argentino a menos de duas horas para o jogo do Boca Juniors, então o ônibus tinha uma galera uniformizada seguindo para o estádio. Até aí tudo bem, eles conversavam entre si e a paz reinava. Nas de repente o motorista fechou um outro carro que resolveu reclamar. Aí toda a cabeçada começou a xingar o dono do carro, jogar garrafas plásticas e zoar. Não foi tenso, mas engraçado.

arg 15

o obelisco de Buenos Aires

Chegamos no hostel sem maiores dificuldades. Como já disse no post anterior conhecemos uma galera do Brasil que estava já aqui, mas primeiro saímos com o Alexandre, de Brasília para comer algo. E foi logo uma bela pizza, num lugar meio “pé-sujo”, mas simpático. Aliás, os argentinos são um tanto esquisitos. Eles ficam lá na deles, mas se você abordá-los com educação, ou seja dando bom dia, pedindo por favor, eles te ajudam com a maior boa vontade. Muitas vezes quando percebem que é brasileiro perguntam de que parte, são bem legais, não mais hospitaleiros que nós, mas também nada de arrogância.

Voltando à pizza, era bem gostosa de alho, com muzzarela e tomate, com azeitonas divinas as melhores que comi na vida. E ainda assistimos ao jogo do boca no meio dos torcedores locais, bem legal. Voltamos ao hostel, demos um tempo e fomos com outros dois brasileiros para um dos bairros mais famosos e abastados daqui, Puerto Madero, uma seqüência de diques cercados por bares e restaurantes muito bons. Fomos ao “Hooters”, onde as meninas usam shorts menores que as frentistas cariocas.

Voltamos cedo pra dormir e descansar pois o primeiro dia em Buenos Aires pra valer seria bem intenso. E foi, logo depois de acordar e um café da manha muito bem servido, aliás o melhor até agora,   seguimos a pé pra procurar um banco para fazer câmbio. Primeira parada Banco da Galícia, uma fila que nem demorou muito, mas a caixa disse que  sistema estava fora do ar e não poderia nos atender.

Segunda parada Banco da Patagônia, fila gigante e só um caixa lerdo atendendo. Dez minutos de fila depois desistimos. Até que achei um caixa eletrônico do HSBC e pude sacar “un poquito de plata”, só o suficiente pra não passar perrengue antes de trocar o dinheiro. Andamos tanto procurando banco que nosso passeio à la boca ficou pra outro dia, pois já estávamos na porta da Casa Rosada.

arg 20

A avenida 9 de Julho, a maior do mundo

A Plaza de Mayo é belíssima, com uma estátua em homenagem a Colombo. Pena que estava fechado ao público por causa de reformas. Dando a volta pela Plaza encontramos o estonteante prédio do Banco de la Nación e que ainda por cima tinha o câmbio mais eficiente. Problemas monetários resolvidos fomos então pela avenida florida. Um tumulto de gente andando pra cima e pra baixo, pois ali é um dos centros econômicos e comerciais de Bs As.

Foi muito interessante passear por lá, mas não comprei nada, pois não vim pra isso apesar de ter uma coisas interessantes e nem tão caras. E por falar em compras, desde que eu encontrei com carol e raphael eles falam das outlets de marcas esportivas aqui na Argentina. Então não tínhamos outra opção a não ser ir até a região dessas lojas, que não fica no mapa, é claro.

O Bairro não tinha no mapa do guia de mão, mas nada que minhas habilidades em espanhol adquiridas até aqui não dessem conta, somada a indicação de onde descer no Subte (metro daqui). E vale um comentário, os trens do metro de Bs As não são padronizados então você corre o risco de pegar uns bem velhos   esquisitos. Nós pegamos um meio mofado, mas só por uma estação. Depois da baldeação seguimos em um com assento acolchoados e tudo, parece sofá de sala de espera.

Na redondeza da estação Frederico Lacroze ficam os outlets da Nike, puma e fila, mas eu não fiquei muito impressionado. Só comprei uma boina style na Nike e que já apreço com ela em algumas fotos mais recentes.

arg 25

Catedral, lugar alternativo para dançar Tango

Dos outlets voltamos para o Subte e seguimos até a estação Carlos Gardel para irmos ao shopping Abasto muito bonito por sinal. Uma voltinha no shopping, que é bem grande, paramos pra lanchar, eu comi no árabe um falafel vegetarianos com saladas, babaganush, homus e tabule, um manjar dos deuses. Voltamos correndo pro hostel pra não perder a aula de tango que rola toda segunda e quinta. Lembrei muito da minha madrinha, pois ela é apaixonada por dança e tango.

A aula em si foi meio estranha porque eu fiquei todo duro pra dançar, é difícil pegar o jeito. Após a aula o professor indicou uma balada onde ele iria tocar e cantar violão. Chamava-se Catedral, um lugar aonde o povo local vai pra dançar tango. E fomos todos, eu, Carol, Raphael, Alexandre e a Amy. A hostess do hotel chamou um táxi pra nos levar. Chegando lar uma rua deserta, ninguém na porta da balada. Na hora pintou um cheiro de programa de índio. O Alexandre foi se certificar que era o lugar certo, e era mesmo. Como que está na chuva é pra se molhar entramos.

No hall um cheiro de mofo ou algo parecido ainda deixava desconfianças, mas ao fim da escadaria de acesso ao salão tudo mudou. A vista é de um salão bem antigo cheio de tranqueiras velhas pendurados nas paredes, bastante escuro, cadeiras, mesas, poltronas e sofá todas parecidas retiradas do lixão serviam de assento para os presentes. É sério não tinha cadeira igual a outra ou mesa padronizada, até uma monte de caixotes fica lá para servir de assento. E é justamente isso que deixa o lugar tão legal.

É bem coisa de gente local, nosso grupo destoava com o jeitão dos freqüentadores, todos com aspecto meio hippie ou que acabou de sair do escritório. Lá a galera dança tango como aqui a gente vai ao forró. É bem ao estilo da Estudantina no Rio, só que mais exótico ainda. O professor fez o show de violão e voz acompanhado de um outro cara e com a participação de uma cantora que era uma coisa impressionante. Eu não tive coragem de dançar pois não tenho coordenação pra isso, mas a galera dança na boa e o lugar é show!

Agora tenho que ir pois já passa das 3 am e eu tenho que dormir pois amanhã nossa longa caminhada será toda na região de Palermo. Bs As é tão grande que não dá pra fazer um post curto! Ainda tenho muito a explorar.

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2 responses

19 02 2008
Lex

Não estou conseguindo ver as fotos, agora. Me diga, tirou uma na praça de Maio?

P.S.: Balada, Rogerio?

19 02 2008
jucema

Oi Ro
uau!!!!!!!!! que máxima essa do bar de tango, estou babando…
aliás é uma babação só, rs, com as comidas, os passeios, etc
aliás alem de estar curtindo a mil os registros escritos, tambem acho importante a memória visual.
acho que voce poderia melhorar nas fotos, fiquei frustrada com sacramento, pq suas palavras nos instigam à busca de mais informações e a cobertura fotográfica tava meio fraquinha.
” a galera pede e chora, põe o fotografo para fora!”
mete bronca garoto
bjk
dinda

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