Descobrindo Colonia

18 02 2008
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Na entrada do centro histório de Colônia Del Sacramento

Colônia Del Sacramento é um dos pontos mais famosos do Uruguai. Primeiro por ser um patrimônio histórico tombado pela UNESCO; é um pouco de Parati com direito a ruas de calçamento irregular, dezenas de lojinhas de artesanato e um sem número de turistas, especialmente argentinos, pois de Buenos Aires pra lá dá uma hora de viagem de ferryboat.

Chegamos à Colônia no fim da tarde de sábado. Eu consegui reservar uma cama no hostel el espanhol de última hora e era lá mesmo que teria que ficar. Ao descer na rodoviária ficamos um tanto perdidos, mas Colônia é bem pequena e fácil de se localizar. E justamente quando decidíamos por onde ir ouvi um casal que estava no mesmo ônibus que nós perguntar sobre a calle Manoel Lobo. É o endereço do hostel, e então achei que eles poderiam estar indo para a mesma direção. Não deu outra.

Nino e Fransika são alemães e estiveram no Brasil semanas antes de nos encontrarmos. Eles nos acompanharam até o albergue e só, achei que faria mais amizades naquele momento, mas eles ficaram na deles. Bom, pouso certo e arrumado, resolvemos conhecer o centro histórico, que não é grande, mas muito interessante.

Colônia Del Sacramento foi fundada na metade do século 17, por volta de 1660 pelos portugueses, na tentativa de fiscalizar os movimentos dos espanhóis vindos de Buenos Aires. O fundador, Manoel Lobo era também o governador do Rio de Janeiro na época. Portugal foi soberano por lá até 1777 quando os espanhóis por meio de um tratado assumiram o local.

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Rua de Colônia

Caminhamos bastante pelas ruas tortuosas de Colônia, admiramos a arquitetura, inclusive subimos no topo do farol da cidade, onde eu paguei dois micos básicos. Primeiro bater com a cabeça na soleira da porta que era muito baixa, mas tinha uma dúzia de avisos quanto a isso. Depois o vento era tanto que o meu boné voou para o meio das ruínas do convento, mas felizmente recuperei.

O passeio foi legal, mas acabou meio repetitivo, pois as ruas e as ruínas tem coisas muito parecidas. Então voltamos ao hostel tomamos banho e fomos almoçar em um restaurante bem charmoso, com luz de velas e tudo. Comi um nhoque com molho de espinafre delicioso, a melhor comida até agora. Passamos por uma helateria, sorveteria traduzindo, tomei um sorvete de doce de leite que não tem como achar igual no Brasil. Depois caminhei mais um pouco pela parte moderna de cidade e fui dormir.

No domingo pela manha fomos fazer algo bem tradicional por lá, alugar um veículo para explorar a redondeza. Eu fiquei com um quadricículo (Ricardo, morra de inveja) e eles com uma moto. Foi bem legal, aliás uma das coisas mais legais até agora. Rodamos por tudo quanto é lado, fomos até Plaza de Los Toros, uma ruína de arena de tourada que está interditada, mas invadimos a grade pra tirar fotos mesmo assim, muito diferente. Aliás esse não foi o primeiro crime que cometi no Uruguai. Na hora de alugar o quadri quem pegou foi a Carol, pois é preciso apresentar a carteira de motorista e eu estou sem. Rodei o dia inteiro sem carteira passando toda hora pela polícia!

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o quadricículo que aluguei

No almoço tudo que comi foi tradicional do Uruguai. Primeiro uma espécie de omelete só que feito com batatas, queijo e cebola. E para sobremesa um chajá que é uma mistura de suspiro, merengue e pão-de-ló. Gostoso também.

Mais uma volta pela rambla na praia do rio de la plata e voltamos pra devolver os veículos, pegar nossas coisas e seguir para o terminal de ferry, para tomar nosso Buquebus em direção a Buenos Aires. Na aduana foi tudo muito rápido, e depois esperamos uns trinta minutos na zona de embarque no meio de uma multidão de argentinos. Como eles são barulhentos, falam que nem papagaios e as crianças são uns capetas.

O ferry ancorou e subimos. Que legal que é parece um super ultra mega blaster avião por dentro. Muito confortável e espaçoso, e melhor ainda tem um free shopping dentro. Que visão do inferno! Uma horda de gente se empurrando pra comprar, se espremendo, com criança e tudo mais. Comprei uma barra de 400g de chocolate suíço e um super canudo de mentos, só pra acompanhar na viagem.

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Plaza de Los toros

Uma hora depois Buenos Aires… Agora estou na Argentina, mas isso já é outra história. Adiantando já fizemos amizades com mas três brasileiros um de Brasília (Alexandre), um de Recife (Amauri) e um do Rio (Pedro) que a maior parte da vida morou, adivinhem… No Anil.

Até a próxima.

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5 responses

18 02 2008
Lex

Palmas para as suas habilidades. Recuperar seu boné em meio às ruinas… Ainda mais depois de bater com a cabeça…
O boné está se mostrando imprescindível…

18 02 2008
jucema

Oi Ro

os ultimos dias tem sido pura emoção, que legal!
esta cidade deve ser linda, fiquei doida pra conhecer

quanto as receitas deliciosas tente colocar mais detalhes para que possamos repetir os pratos aqui em casa, ok?

dancei forro e vi uma peça dos beatles maravilhosa, direçaõ do claudio botelho
bjk
dinda

19 02 2008
Paty

Fico feliz que tenha recuperado seu boné… rsss.
Colônia é mesmo interessante, hein!!!

Bjinhos,
Paty

28 10 2009
Encontros e reencontros « O viajante possível

[…] supergata virou e disse em inglês: – Você não estava no mesmo quarto que eu no albergue em Colônia? Ai me dei conta que era a mesma alemazinha que ajudei a achar o endereço da hospedagem na minha […]

31 10 2009
O dia que não existiu « O viajante possível

[…] a 45 minutos dali, mas o Ônibus não passava lá, ela me deu seu e-mail pois irá também a Colônia e Buenos Aires, talvez a gente se esbarre. E segui, na aduana uruguaia um momento de tensão pela […]

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