El viajero

14 02 2008
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Palácio salvo, um dia já foi o prédio mais alto da América do Sul

Primeiro dia explorando Montevidéu, primeira vez em um lugar onde a língua é outra, mas o povo uruguaio faz de tudo para nos sentirmos em casa. Sim, a proximidade com o Brasil e a quantidade de turista brasileiro, você não fica 5 minutos sem esbarrar em um, faz com que eles nos trate muito bem. Aqui você pode usar o Real como moeda, muitos falam português e todos têm boa vontade em ajudar e informar.

Voltando  história de onde parei no último post. Eu fui com Rafael e Carol até o hotel deles, a duas quadras do meu albergue, de lá dei um rolé por algumas ruas de la Ciudad Vieja a procura de uma lan house. No meio do caminho vi a magnífica igreja onde estão enterrados os corpos do 33 orientais, heróis da independência uruguaia. De lá segui até voltar pela Plaza Independência e chegar à lan house.

Uma hora e meia depois voltei para encontrar Rafael e Carol. Resolvemos seguir a indicação da recepcionista do hotel e descer até o Mercado do Porto para almoçar. Descemos toda a calle Sarandí, que é específica para pedestres com dezenas de café e suas mesinhas espalhadas. Chegamos a la Rambla República Argentina e vimos o Pier do Porto de Montevideo, inclusive o magnífico prèdio da marinha. Alias, aqui existem muitos prédios abandonados, inclusive prédios gigantescos, não só na Ciudad Vieja, mas em toda a cidade, reflexo da crise financeira das últimas décadas.

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no Uruguai pipocam cursos como este

Mais alguns minutos de caminhadas e chegamos ao Mercado. É uma versão bem menor do Mercado de Sampa, mas é bem pitoresco com cheiros de temperos e comidas espalhados no ar. Muitos restaurantes e bancas com grelhas gigantescas vendendo chivitos (uma espécie de churrasquinho), morcelas (lingüiças super temperadas), chorizos (chouriços), peças de picanha e baby beef.  Escolhemos um restaurante La Cacra Del Puerto em que o próprio dono nos convidou para conhecer o cardápio, e ainda ofereceu um brinde. Não tínhamos nada a perder mesmo, ficamos. O Brinde foi uma taça de champagne para cada um, os preços eram um pouco salgados entre 200 e 300 pesos, algo entre 18 e 25 reais, mas só por uma tarde valia a pena. Eu comi um belo ravióli aos quatro queijos, eles comeram picanha e ravióli ao tuco , um molho de tomate com carne picada. As porções vêm bem servidas, e melhor ainda é a cerveja!

Aqui não se brinca em serviço, em qualquer boteco você encontra qualquer tipo de cerveja em garrafas de 1 litro, gigantes. No restaurante experimentamos a Pilsen, uma das mais populares da região. Após o Mercado seguimos de volta até a Plaza e eu fui finalmente entrar no Che Lagarto, o albergue, e tomar um banho depois de 35 horas sem.

Revigorado, reencontrei o casal e fomos conhecer o Mausoléu do General Artigas o maior herói uruguaio, que fica no subsolo da Plaza Independência. Impressionante! Só vendo as fotos. Depois fomos até o esplendoroso Teatro Solís, e fizemos um tour guiado pelas dependências do mesmo, por dentro é mais bonito que o Municipal do Rio.

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detalhe da entrada do Teatro Solís

Após o passeio no teatro descemos até a Rambla Rep. Argentina e como eram 18h e o sol ainda não mostrava nenhum sinal de que sairia do céu seguimos uma agradável caminhada pelo calçadão apreciando a vista beira-mar e os moradores locais fazendo suas corridas, passeando com os filhos o cachorros, casais namorando. A caminhada estava tão boa que fomos até Punta Carreras, ou seja, 7km depois, isso mesmo. Chegamos ao maior shopping da capital eram 8h30 da noite, mas adivinhem ainda estava claro!

Um rápido passeio no shopping porque é igual em todo lugar. Parada rápida pra lanchar, e eu comi uma caldeirada de legumes muito boa. Uma curiosidade é que o shopping de Punta Carreras foi feito num prédio que antes servia de presídio local, muito legal a arquitetura. Pra voltar pegamos um ônibus pela primeira vez. A passagem custa R$1,35 e apesar de meio velho é bem simpático por dentro, mas a luza noturna não ajudou e por isso estou sem fotos dele.

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A Rambla de Montevidéu

Descemos na Plaza e tomamos uma cerveja num Pub Irlandês ó pra relaxar. Desta vez foi 1 litro de Stella Artois, uma das minhas preferidas. Voltei ao albergue por volta de 23h30 sendo incomodado por um moleque de rua pedindo um Real, dá pra acreditar? Ele não queria saber de pesos, mas de Reais, muito malando. Tomei outro banho, fui deita, conversei um pouco com dois irmãos de São Paulo que estavam no mesmo quarto que eu e depois apaguei!

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One response

14 02 2008
Lex

Esse garoto pedindo dinheiro é o momento mais emocionante da jornada, eu imagino. No final da viagem, ele vai revelar que é seu filho e que o segiu, escondido no ônibus, até aí.

P.S.: As fotos estão ótimas. Você não vai revelar quem está tirando?

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