Na Terra dos Vikigns, capitulo III: Adeus, Anders!

16 09 2009

helløj!

exemplo da arquitetura típica dinamarquesa

exemplo da arquitetura típica dinamarquesa

Faltam 24h para terminarem minhas aventuras na europa e eu sinto um turbilhão de coisas. Estou muito ansioso para rever meus familiares, amigos e minha cidade. Ansioso para dormir na minha cama, ver meus cachorros e meus hamsters, ouvir o som do tumulto do Rio de Janeiro e me esbaldar com sua paisagem única, pois depois de 70 dias longe e inúmeras cidades visitadas tive a certeza de que a minha terra natal é a mais bonita.

Hoje acordei 4h30 da manhã para pegar o voo entre Aalborg e Copenhagen, que tem a mesma duraçao de rio-sampa, e foi o melhor custo benefício para voltar pra capital dinamarquesa, onde passarei meus últimos momentos de aventuras.

Foi muito surreal ter vindo parar aqui na dinamarca depois de conhecer o Anders há mais de 6 anos e sempre ouvir seus convites pra conhecer o lugar onde ele nasceu e se criou. Confesso que para mim isso parecia bem perto do impossível, mas felizmente eu tive o insight há um ano e meio atrás de que só dependia de mim mesmo fazer do mundo o meu quintal.

E hoje estou aqui longe pra caraæåølho de casa, mas muito realizado por ter visto tanta coisa diferente e conhecido por uns 10 dias a realidade de um dois países mais ricos do mundo, onde se você não faz nada pra ninguém já recebe uma ajuda de custo de pelo menos 1000 euros!!! E ainda tem casa e comida oferecidos pelo governo.

Mas não pense que tudo é uma maravilha pois as regras aqui são em números que não se pode imaginar, por exemplo você pode ser multado por atravessar a faixa de pedestre se a luz não estiver verde mesmo que não tenha nem sinal de carro em ambos os lados. Você deve ficar esperando o sinal abrir com a maior cara de babaca, pois às vezes dá até para deitar no chão e cochilar até aparecer o próximo carro. E este é só o exemplo mais simples.

Mas voltando ao que interessa, me despedir do Anders foi curioso porque a última vez que nos vimos foi na Argentina e agora só deus sabe onde nos veremos, talvez em maio de 2010 no Brasil, mas isso só quem viver verá. Agora tenho que seguir viagem e embarcar no avião, são 5h40 da manhã, um frio lá fora de doer e ainda falta muito pro dia amanhecer e já estou com o pé na estrada, o que faz a minha vida ter mais sentido!

Abraços! Eu estou

anders e Eu numa das ruas do centro de Aalborg - Dinamarca

anders e Eu numa das ruas do centro de Aalborg - Dinamarca

voltando pra casa!





Na terra dos vikings, capitulo II: nos extremos do norte

14 09 2009
Skagen, fim da dinamarca

Skagen, fim da dinamarca

Halløj!

Meus últimos dias na dinamarca foram férias das férias. Não tenho hora pra acordar e não fazemos planos com antecedência. Simplesmente acordamos e eu pergunto pro Anders: – qual vai ser da gente, gigante? – e assim tem sido os dias dinamarqueses, meio no improviso, mas sempre com muita diversão.

Desde que escrevi o último texto fizemos algumas viagens rapidas pra conhecer o arredores do norte do país. Primeiro fomos até Århus visitar o irmão mais novo, o Steffen. A cidade fica a uma hora de carro ao sul de Aalborg e é a segunda maior do país, com 250 mil pessoas, ok não é tão grande, mas é simpática.

Conheci também o centro histórico de Aalborg com construções que datam de mais de 500 anos e com a arquitetura tradicional escandinava, que hoje não se ve com muita frequência por aqui. E nesse dia (sexta-feira) fomos pra noitada pela primeira vez. O único problema é que o fim do verão nessas bandas consegue ser mais frio que o inverno no Rio, ultimamente a temperatura mais alta é de 18 graus, e na madruga vocês podem imaginar que a coisa fica um pouco mais complicada, mas felizmente todos os bares e boates tem um clima mais quente!!!

Fomos a uma espécie de bar/boate chamada casa do estudante, o que significa que os estudantes enchem o local e tem a cerveja mais barata da cidade, e muita música boa ao vivo. Assistimos o show de uma banda das ilhas færøe, chamada Danjel que tocava músicas em inglês e também na língua antiga dos vikings, muito interessante. De lá rodamos por alguns outros lugares, mas as dinamarquesas não são muito abertas à conversa.

Praça onde a juventude de Aalborg se reúne

Praça onde a juventude de Aalborg se reúne

No sábado uma aventura até Skagen, o fim do país, extremo norte onde o Mar Báltico e o Mar do Norte se encontram em um balé violento de ondas. Saímos daqui e em uma hora e meia paramos no vilarejo de Skagen terra dos pintores dinamarqueses que no século XIX era um dos locais mais importantes das artes plásticas européias. Hoje tornou-se uma cidadezinha simpática e um dos pontos turísticos mais populares daqui. Casinhas no velho estilo e bem aconchegantes, museus e galerias de arte, três quilômetros antes da pequena península de areia de mesmo nome onde eh possivel molhar os pés em dois mares diferentes.

Antes de alcançarmos o ponto mais ao norte do país um pequeno imprevisto: por alguma razão que a própria razão desconhece o segredo do carro bloqueou o motor e ficamos uma meia hora bem tensa tentando fazer o carro funcionar e desligar o alarme da buzina, que podia ser ouvido em qualquer parte da cidade. Depois de umas duas ou três ligações a sugestão de empurrar o carro veio à tona. Como não pensamos nisso antes? Eu não sei. E, apesar do Anders duvidar que eu poderia empurrar o carro sozinho, em menos de dois minutos estávamos na estrada novamente.

Chegando na pontinha da Dinamarca uma paisagem interessante, um horizonte branco e azul do contraste da areia fina e do céu limpinho. Além de nós e alguns poucos turistas de fim de semana, centenas de gaivotas que revoavam ao nosso redor num espetáculo particular. Ao chegar nas franjas do mar não resisti a tentação e fui molhar meus pés. Até que a água tinha uma temperatura agradável e se não fosse o vento implacável até que eu arriscaria um mergulho.

De lá voltamos pra casa e como se tratava de sábado já estávamos esquematizando a balada com uma das amiguinhas do branquelo. E quando finalmente a noite chegou e fomos ao encontro das dinamarquesas eu quase cai pra trás. Parecia que eu tinha morrido fui pro paraíso. Era mulher bonita aos lotes, você fecha os olhos e estica o braço o que alcançar é lucro, ou como disseram os paulistas que conhecemos nesta mesma noite aqui, elas tiram par ou ímpar e a que perder fica comigo que já é vantagem. Elas são em sua maioria loiras de olhos azuis, mas existem umas filhas de imigrantes que encerram certa beleza; elas se vestem de maneira meio vulgar-chique como se o frio cortante que eu sentia não as atingisse, mas o único problema é que não se dão muito a conversar, a não ser que estejam muito bêbadas, o que acontece com certa frequência. E os marmanjos também acabam enchendo a cara e se comportam da mesma maneira que seus ancestrais vikings se comportavam há mil anos atrás.

no vilarejo de Skagen, onde os artistas se hospedavam no século XIX

no vilarejo de Skagen, onde os artistas se hospedavam no século XIX

A minha noitada dinamarquesa não foi de conquistas amorosas, mas nos divertimos muito principalmente por que eu falava as coisas mais absurdas pras meninas na cara delas, em português é claro, e só eu e o Anders entendíamos e ríamos demais, até os trogloditas vikings eu zoava e eles não tinham a menor idéia, algumas meninas riam de volta e aí eu sacaneava mais. Para não dizer que não fiz nada chamei a atenção de algumas enquanto dançava as músicas latinas que tocaram na pista, mas foi só.

Por enquanto minha rotina tem sido assim, até porque se vocês olharem no mapa verão que onde estou é mais ou menos na mesma altura do alasca e o pólo norte está mais perto que o equador, e isso se reflete no comportamento das pessoas que são em geral frias e distantes. Mas toda a experiênca é válida e a minha na europa me fará uma pessoa bem diferente quando eu voltar. E agora eu tenho a certeza que o mundo é o meu quintal, e pode ser de todos, pois nenhum sonho é impossível.

Até o próximo!

Ps- tô

chegando!





Na Terra dos Vikings: Capitulo I – chegando na Dinamarca

9 09 2009
Cemitério viking em Aalborg, túmulos datam de mais de mil anos

Cemitério viking em Aalborg, túmulos datam de mais de mil anos

O fim está próximo! estou em meu último país de toda a epopéia na europa. agora dinamarca, uma terra  que estava no meu destino há muito tempo, pois o primeiro convite para viajar para fora do Brasil era vir pra cá. Pois como a maioria de vocês sabem,  um dos meus melhores amigos é gringo, o Anders e ele é dinamarquês, por isso devia esta visita fazia um bom tempo, e aqui estou eu.

Saí de Berlim em um ônibus direto pra capital dinamarquesa, Copenhagen, às 9h30 da manhã ainda pregado de sono pois os últimos dias foram bem cansativos. E logo no meio do caminho uma surpresa: o ônibus só vai até Rostock no lado alemão, na beira do mar báltico, e de lá todos os passageiros tem que tomar um barco pra atravessar pro outro lado em Gesdner. Duas horas de tempo chuvoso e um monte de gente loira e olhos azuis ao redor, que eu já me sentia bem moreno, e então chegamos finalmente ao país de Hans Cristian Andersen. Lá na porta de saída do porto estava o outro ônibus para terminar o percurso até a capital.

Cheguei em Copenhagen exatamente na hora prevista, nem um minuto a mais ou a menos. Desci até a estação de trem perto do parque tivoli pra fazer o de sempre: sacar dinheiro local, e ainda bem que a dinamarca é um dos países mais desenvolvidos do mundo e isso não foi probelma desta vez. Comi um lanche rápido e fui fazer meus contatos em busca de gente conhecida em terra tão distante. Liguei pra Karina, uma amiga do Anders que já foi ao Brasil e eu fui o guia dela no Rio de Janeiro por três dias, foi muito bom revê-la.

Juntos fomos pra uma área do subúrbio chamada Lyngby, onde mais amigos nos esperavam e lá esperaríamos o Anders que também estava na estrada voltando da Romênia. Nos sentamos em um Café e tivemos um par de horas bem agradáveis. Quando então tocou o telefone e era o branquelo avisando que acabara de descer do metro e estava a duas quadras dali. Nos encontramos e matamos a saudade de todos. E de lá seguimos pro dormitório da universitário onde eu dormiria a primenra noite escandinava.

Dona Jytte e o Senhor Ivan, minha família na Dinamarca, pais do Anders

Dona Jytte e o Senhor Ivan, minha família na Dinamarca, pais do Anders

Chegando lá outra surpresa: desta vez má noticia, teríamos que acordar às 5h da manhã no dia seguinte pra tomar o ônibus até a cidade dos pais de Anders, Aalborg, no extremo norte do país. E assim fizemos, saímos com o dia ainda amanhecendo e mais escuro que claro e com temperatura de inverno rigorosos no Rio, pelo menos 15 graus, o que o Anders teve a cara-de-pau de dizer que era um dia quente pra época do ano!!!!!

Mais umas horas de percurso, um trecho de barca, e mais um pouco de estrada e então chegamos.  E conheci o seu Ivan e a dona Jytte muito simpáticos e muito preocupados em me fazer sentir em casa.

No dia seguinte fomos começar a explorar o local. O curioso é  que o ponto mais alto da Dinamarca tem 172 metros de altura, o que significa que o terreno é sempre plano. Fomos visitar pontos da cidade como o cemitério viking de mais de mil anos de existência e também conheci uma parte do litoral do mar do norte. Muito vento e águas revoltas, mas interessante. E pra variar um vento insuportável, apesar do sol, o clima estava meio frio, a previsão é que a máxima nos próximos dias seja de 18 graus, e aqui ainda é verão!!!

Voltamos pra casa na expectaviva dos jogos da rodada das eliminatórias para a copa de 2010 e os principais para nós são : Dinamarca x Albânia, Argentina x Paraguay (pois o Anders se considera mais argentino que dinamarquês hoje) e, é claro, Brasil x Chile. Vamos ver quem tem melhor sorte!

Eu e o Anders num antigo forte em Aalborg

Eu e o Anders num antigo forte em Aalborg

Até a próxima!





Dando um pulo em Berlim

8 09 2009
Trecho da East Side Gallery

Trecho da East Side Gallery

Visitar a capital alemã definitivamente não estava nos meus planos, mas nenhum dos destinos desde Budapeste estava também então não faz diferença. Mas no fundo a única razão pra eu passar em Berlim foi o fato de não haver meio direto de ir de Cracóvia, na Polônia, até Copenhagen, na Dinamarca, então o jeito foi fazer um pit stop por lá.

Já cheguei me impressionando com o tamanho da estação de trem, maior que muito shopping center no Brasil, tem uns cinco andares e também serve de estação para umas dez linhas de S-Banh e U-Banh (o metro na superfície e o debaixo da terra respectivamente). Incrível, tão cheia de gente como um formigueiro com formigas.

Graças à eficiência e pontualidade dos transportes públicos alemães cheguei bem rápido e facilmente no albergue, que pra minha grata surpresa era gerenciado por Lúcia, uma porto-alegrense super simpática, que vive em Berlim há quatro anos. Além da recepção básica como mostrar o quarto e as dependências, ela ainda me deu várias dicas, inclusive onde encontrar farofa pronta pra comer. Mas por não ter tempo suficiente não cheguei a matar as saudades dos sabores da terra pátria.

Como eu estava virado sem dormir, era um caco humano depois de 10 horas de viagem de trem não fiz nada na noite que cheguei além de uma ducha e berço.

Logo cedo no dia seguinte um frio e chuva piores que no inverno do Rio, o que me obrigou a desentocar o casacão posto pra escanteio desde Viena. Comprei minha passagem pra Copenhagen e finalmente tinha o domingo pra aproveitar e conhecer a cidade.

Berlim é uma das cidades européias que tem o serviço do tour guiado gratuito, que não é exatamente grátis, mas você só paga no final e o quanto julgar justo, o que pra mim significou 10 euros, e já digo porquê.

Cheguei no ponto de encontro para o passeio em cima do laço. Escolhi a versão em espanhol por vários motivos: já estou cansado de falar inglês pra todos os lados, tour em castelhano são menos lotados e os latinos sempre se entrosam rápido entre si! O guia Jorge, espanhol de Bilbao foi realmente uma boa escolha, pois ele tinha um estilo quase teatral de contar as historias de cada lugar e interagia muito com os todos e ainda contava piadas.

Eu no meio dos blocos do monumento ao holocausto

Eu no meio dos blocos do monumento ao holocausto

O passeio demorou aproximadamente 4h30 e cobriu pelo menos 80% das principais atrações berlinenses. Começamos pelo portão de Brandenburgo símbolo da cidade, depois fomos ao memorial do holocausto, um conjunto de blocos cinzas de tamanhos variados no meio de um terreno irregular.

Dali passamos pelo local onde um dia existiu o bunker de Adolf Hitler. Outros pontos referentes às historias nazistas e da guerra fria também estavam dentro do roteiro, assim como uma das partes remanescentes do Muro de Berlim. Tudo isso me fez perceber como era surreal a vida nesta cidade durante os 40 anos quando quem estava fora não entrava e quem estava dentro não saia.

Ao fim do percurso ainda fui ao parlamento (Reichstag), à East Side Gallery, que consiste no maior pedaço ainda existente do muro, e hoje funciona como uma galeria de arte a céu aberto onde artistas do mundo todo, inclusive do Brasil, expõem seus trabalhos.

Fechei meu dia de caminhada na igreja do imperador Guilherme que continua do mesmo jeito desde o fim da II guerra mundial, ou seja, toda destruída.

Voltei ao albergue e só pra não dizer que não conheci alguma coisa da noite berlinense fui com um casal de mexicanos e um argentino ao Klo, um bar temático cheio de gracinhas pra entreter os clientes como um boneco que tem uma ereção a cada vez que alguém passa por ele, mesas em que os assentos são vasos sanitários, e a mesa que fiquei, na parte que parece uma cripta, é uma espécie de caixão com um esqueleto e garrafas vazias dentro, e você ainda toma cerveja em um urinol.

Bom, isso foi tudo que deu pra fazer em um dia em Berlim. É claro que eu gostaria de visitar alguns museus e galerias, mas o tempo não era suficiente e agora faltam menos de duas semanas pra voltar pra caso.

O parlamento alemão

O parlamento alemão





A fábrica da morte

5 09 2009
Grades em Auchwitz

Grades em Auchwitz

Amanheceu em Cracóvia e as condições climáticas eram as mesmas do fim da tarde anterior: céu cinza, chuva fina e um friozinho só pra nos obrigar a tirar o casaco do armário. Perfeito para dar o tom dramático a minha visita aos campos de concentração remanescentes da segunda guerra mundial.

Tomei o ônibus que faz o trajeto entre Cracóvia e o museu de Auschiwitz e ainda não imaginava o que estaria por vir. Sentei em minha poltrona e distrai minha mente com música e a paisagem monótona do caminho.

Uma hora e meia depois desembarquei em frente ao local mais infame da historia recente da humanidade. O lugar onde aproximadamente 1,1 milhão de pessoas foram executadas e tantas outras torturadas e mantidas em condições desumanas. Ali meu coração já começou a pesar no peito. Caminhei os poucos metros entre o ponto final do ônibus e o hall de entrada do museu e fiquei um tanto surpreso com a quantidade de turistas ao redor. Comprei meu ticket e aguardei ansiosamente pelo tour pelos corredores e salas onde tantas almas sofreram sem justificativa.

Logo no inicio é exibido um pequeno documentário sobre as condições de vida no campo de concentração e em que condições estavam os sobreviventes ao serem libertados pelo exercito russo. Após sair da sala de projeção o estomago já estava embrulhado, a garganta tinha um no e o coração estava apertado de aflição com tanta maldade.

A primeira vista de Auschwitz e o portão de entrada onde a irônica frase: “o trabalho liberta” recebia os novos moradores dos barracos do acampamento. Estes inquilinos vinham aos montes de todos os cantos da Europa, na maioria judeus, mas também havia ciganos, russos, tchecos, poloneses, ucranianos entre outras etnias que foram levadas para o destino inglório de sofrimento e morte.

A chuva não dava trégua, e caminhar pelas ruelas de lama entre um prédio e outro em fila no grupo do tour me deu a sensação de ser um dos prisioneiros caminhando pra mais um dia de trabalhos forcados, mal-alimentado, já sem saber o que significa dignidade e pensando que a expressão direitos humanos não passa de uma piada de mau-gosto. Cada passo era um esforço, como se os pés ficassem grudados na lama, como se cada gota de chuva fosse uma pequenina agulha perfurando a pele e aumentado o frio.

A lama e a chuva deram o tom sombrio à visita

A lama e a chuva deram o tom sombrio à visita

Em cada prédio do campo uma prova dos crimes cometidos ali pelos nazistas. As fotos de casa interno nos corredores onde mais de mil faces sem expressão nos olham com olhar opaco sem esperança, como quem não pode fazer nada pra salvar a própria vida e só tem a opção de resignar-se e esperar a morte.

E justamente a especialização em matar de forma industrial que fez com Auschiwitz I e II (Birkenau) se tornassem lugares tão sombrios e malditos até hoje. A frieza dos oficiais da SS em separar logo na chegada quem morreria imediatamente e quem sofreria dezenas de ignonimias antes de antes do destino final me deixou chocado.

Simplesmente os fracos e doentes, velhos e crianças eram conduzidos como gado para as câmaras de gás sob a ardilosa desculpa de que tomariam banho e depois se juntariam a suas respectivas famílias. O que para quem passara os últimos dias confinado em um vagão de trem super lotado mal conseguindo respirar, parecia uma dádiva.

Mas em pouco menos de vinte minutos tudo não passava de um amontoado de até 700 corpos para serem queimados nas fornalhas localizadas logo atrás do local do extermínio.

E o que parece terrível pode ficar ainda pior quando chegamos nas salas com algumas amostras de como os nazistas aproveitavam tudo dos corpos do executados – alem dos trabalhos escravos os cabelos eram aproveitados na confecção de tapetes e roupas, principalmente as das mulheres. Os cabelos eram armazenados em pacotes de 22kg a 28 kg. Hoje no museu existe uma amostra de duas toneladas de cabelos oriundos de 45 mil vitimas diferentes. As cinzas dos cremados também era usada como adubo nas fazendas nazistas.

O auge de todo o “passeio” é entrar na única câmara de gás remanescente e imaginar o desespero e o terror das pessoas ao começarem a sufocar com o veneno chamado zyklon b. Estar naquele lugar funesto e de energia tão ruim me fez sentir uma tristeza profunda, fiquei sem vida por uns instantes tentando imaginar o que essas pessoas tiveram que enfrentar por causa da intolerância alheia.

Birkenau

Birkenau

No finzinho do tour ainda tive tempo de conhecer um brasileiro, mineiro que mora no rio. Voltamos juntos pra cracóvia. Como ele estava hospedado ha duas quadras do meu hostel combinamos de irmos juntos pra noitada. Fomos nos dois, três portugueses, dois australianos, dois norte-americanos, três polonesas e o bonde partiu pesadão muito bolado pr uma boate chamada kitch com garotas fantasiadas dançando por todos os cantos. Onde conheci Sylwia, uma polaquinha de 20 anos, loirinha e que me fez deixar a Polônia de coração partido.

Até a próxima!

Momento mais descontraído do dia: Eu e Sylwia

Momento mais descontraído do dia: Eu e Sylwia





As cores de Cracóvia

3 09 2009
 A Basílica de Santa Maria é o principal cartão postal de Cracóvia

A Basílica de Santa Maria é o principal cartão postal de Cracóvia

Cracóvia capital cultural da Polônia, terra do meu querido João Paulo II, cheia de estudantes e de atrações artísticas. Cidade ferve todos os dias do ano com uma juventude bonita e cores vibrantes nas fachadas dos prédios.

Minha primeira impressão ao desembarcar foi mais uma vez deixar meu queixo bater no joelho com a formosura dos muros da cidade e os conjuntos arquitetônicos e ao cruzar toda a rua Florianksa fui recompensado pela visão da magnífica Basílica de Santa Maria com duas torres gigantes de um vermelho vivo e por dentro uma das igrejas mais interessantes que já vi.

A basílica fica na gigantesca praça do mercado, a maior da Europa com quatro mil metros quadrados! Além de concentrar um complexo arquitetônico de cafés e outros prédios de uns 200 anos de idade. E cercada de carruagens pra deleite dos turistas mais farofeiros, com os cavalos mais gigantes que já vi, parecem uns tanques de guerra. Muito bonitos e imponentes.

Mais adiante a igreja de São Pedro e São Paulo com todos os apóstolos em fila na entrada merece destaque. E no fim da avenida uma das principais atrações os muros do castelo de Walwell que como quase todos os prédios mais importantes tem o vermelho como tom dominante. Foi residência de alguns reis poloneses enquanto a cidade foi capital do pais.

a praça do mercado é a maior da Europa

a praça do mercado é a maior da Europa

Ainda tenho muito que explorar da cidade, pois cheguei aqui muito cedo depois de uma noite mal dormida e não tive energia pro dia inteiro, voltei mais cedo pro hostel pra um cochilo merecido, mas agora estou pronto pra noitada e como estarei com gente local possivelmente vou pra onde as coisas acontecem.

Por enquanto é só, mas já tem mais!

http://picasaweb.Google.com/rogjorn/Polonia#





Cidade duplicada: Peste

3 09 2009
O parlamento húngaro fica na beira do Danúbio

O parlamento húngaro fica na beira do Danúbio

Último dia na Hungria (os dias estão voando ultimamente) e atravessei o Danúbio pra ver o outro lado da cidade mais de perto. Lá se concentram os prédios administrativos e a maioria dos museus. Inclusive por ser plana Peste me deu mais liberdade pra caminhar do jeito que gosto sem rumo certo seguindo os cheiros das padarias, as cores dos prédios e o barulho das pessoas.

E logo na minha primeira parada uma mistura interessante de cores, sons e aromas me atraiu pra dentro do mercado central, obra do arquiteto Eiffel, o mesmo que projetou a torre em paris. Lá dentro um sem numero de tendas e stands com furtas, verduras, comidas típicas, temperos, carnes e embutidos e souvenires pra todos os gostos. No meu caso fiquei só no strudel húngaro que custou R$1,90 e tive que ter muita força de vontade pra comer só dois (um de queijo com salsinha e outro de abóbora), pois o danado é muito bom e fresquinho e leve. Ao redor uma coleção de tons vermelhos vindo dos pimentões e pimentas, a tradicional páprica húngara e todo a sorte de condimentos.

Dali caminhei duas quadras pra alcançar a beira do Danúbio e vislumbrar Buda como um todo e andar admirando a paisagem ao redor, ver os patos e um tipo de gaivota passearem entre a margem e a água, descansarem ao sol. Vi uma tradição esquisita do húngaros de homenagearem seus entes queridos que já partiram, eles deixam um par de sapatos do falecido na margem do rio com velas e flores, alguns estão ali desde a época da segunda guerra mundial.

E por falar nos conflitos que marcara a historia da humanidade, Peste foi cenário de uma das mais sangrentas batalhas em solo durante a guerra. A maior parte da cidade foi reduzida a pó nos combates entre russos e alemães, e ainda hoje algumas áreas da cidade servem como cenário para filmes sobre o tema.

antiga sede da polícia ecreta húngara. hoje é um museu

antiga sede da polícia ecreta húngara. hoje é um museu

Ainda falando em atrocidades no antigo prédio sede da policia secreta húngara hoje é um museu chamado casa do terror, pois serve pra lembrar as façanhas nada heróicas desta instituição durante o regime comunista, uma ferida aberta no passado húngaro.

Mas a historia húngara tem mais episódios interessantes que massacres de inocentes, em Peste corre a linha 1 do metro da cidade, o mais antigo do continente europeu, inaugurada em 1896, só não é mais antigo que o de Londres, mas aí não fica no continente então eles podem se considerar assim. Os trens são pequenos e as estações preservam os azulejos originais, bem simpático. E foi usando a linha 1 que cheguei na praça dos heróis, um monumento impressionante em homenagem aos principais lideres nacionais ao longo da historia. Entre eles o primeiro rei cristão, são Estevão, e também os lideres das sete tribos asiáticas que migraram pra Europa e deram origem ao que hoje chamamos de Hungria.

Em mais um mergulho histórico visitei o parlamento húngaro, talvez o prédio mais bonito que vi na vida, por dento e por fora. No salão principal estão os quatro itens da coroação: a espada, o cetro, o globo e a coroa propriamente dita. Incrível. Além disso, os detalhes da decoração feitos a mão com cobertura de ouro de 22K deixa qualquer um de queixo no chão.

Senti um pouco do que é a cidade, cheia de historia antiga e recente, uma colcha de retalhos culturais, já que são asiáticos que vieram pra Europa e depois ficaram por algumas vezes sob o domínio de outros impérios, já foram três vezes maiores em território do que hoje, mas ainda assim mantêm o orgulho da nacionalidade que trouxeram e terras longínquas.

Ao voltar pro apartamento do Laszlo tomei uma ducha, peguei meus trapos e vazei rumo a Polônia. Já no trem conheci uma galera daqui e logo mais devo sair com eles, ou seja, já vou conhecer a malandragem da quebrada, e ainda por cima estou num albergue meio perigoso, não pela localização, mas porque entre outras coisas que eles oferecem todos os hospedes tem direito a doses grátis de vodka!!! Morri, fui pro paraíso e não sabia!

Praça dos heróis

Praça dos heróis

Para mais fotos duplicadas:
http://picasaweb.Google.com/rogjorn/HungriaBudapest#





A cidade duplicada: Buda

2 09 2009
Centro histórico de Buda

Centro histórico de Buda

Desculpem a demora na atualização do blog, mas os últimos dias foram corridos e também não foi muito fácil arrumar um lugar pra escrever tranqüilamente. Agora estou em Budapeste e antes meu último local na Romênia foi Cluj-Napoca, que há pouco mais de um século atrás pertencia à Hungria. Mas só pra dar uma pincelada sobe Cluj, pois fiquei menos de 24h lá.

Fui hospedado por uma menina que estuda engenharia elétrica, a Raluca, que mora num apê com mais dois caras e uma menina, e já estava hospedando mais um inglês e esperando outro, ou seja, não muito diferente de um albergue. E muito divertido. Ela nos levou pra dar um role na cidade e de noite fomos a uma boate chamada Janis Joplin que foi do kct. Músicas pra todos os gostos de reggaeton a musica cigana, passando por punk rock e reggae. Muito divertido e cerveja barata como diz Raul Seixas um lugar do caralh……

Mas logo no dia seguinte segui pra Hungria. A viagem foi meio cansativa umas seis ou sete horas no trem. E quando cheguei na estação central em Budapeste sofri pra conseguir ligar pro Lazslo meu anfitrião aqui, andei por quase 40 minutos de loja me loja, de banca em banca procurando um misero cartão telefônico e ninguém tinha. Que porcaria de cidade não tem cartão telefônico disponível e todos os orelhões só aceitam cartão? Os pedintes nem ousavam me abordar porque eu estava furioso com isso. até que minha ultima tentativa foi ir aos correios. mas uma lista de opções escrita só em húngaro não era o que eu estava esperando pra solicitar o cartão.

por sorte o cara atrás de mim na fila perguntou se eu precisava de ajuda e, assim como na romênia usei o celular de terceiros pra poder me comunicar. no fim das contas deu tudo certo outra vez. eu só não consigo entender certas coisas como essa de ser impossível arrumar um cartão telefônico, ou às vezes achar um lugar pra sacar dinheiro, enfim…

antigo palácio real, hoje museu e galeria de arte

antigo palácio real, hoje museu e galeria de arte

chegando no lugar marcado encontrei com o Laszlo que me levou até seu apê no alto de uma colina com a vista incrível da cidade. fiquei de cara! larguei a mochila e fomos até o centro de Buda pra conhecer. ele tem uns 50 e poucos anos e já foi ao Brasil umas três vezes, então me deixou muito a vontade porque sempre musica das nossas rolando no aparelho de som e ele sempre me perguntando e comentando sobre coisas de nosso pais querido.

mas o grande lance de ele ser mais velho é que ele conhece bastante todos os lugares que visitamos e serviu como guia turístico pessoal. aprendi muita coisa sobre esta parte da cidade (Buda), pois Budapeste surgiu com as união de duas cidades divididas pelo danúbio (Buda e Peste). e fiquei sabendo também que os húngaros são descendentes de um povo asiático que migrou pra estas bandas da Europa ha mil e duzentos anos atrás. por isso a língua húngara não se assemelha em nada com as outras do continente.

Buda é onde fica o antigo castelo dos imperadores do Império austro-húngaro, que hoje é sede da mais importante galeria de arte do pais e também do museu nacional. Ainda dentro das muralhas esta a catedral e o muro do pescador, que na época dos ataques otomanos, uns quatrocentos anos atrás, cada parte da muralha de defesa era designada pra homens da mesma profissão e a dos pescadores é a que ainda guarda os maiores detalhes arquitetônicos.

A Hungria ainda tem muitos resquícios do tempo do comunismo (bem menos que Romênia e Bulgária) e ha uma mescla diferente entre os prédios antigos de arquitetura refinada com as caixas cinzas de cimento construídas pelo governo. o povo é gentil e a cidade é encantadora ver do alto do castelo o panorama com o danúbio cortando a cidade é uma das coisas mais incríveis que já vi, especialmente durante a noite com toda a iluminação.

Como Laszlo me levou pra ver os principais pontos de Buda durante a noite, o dia seguinte foi um revival pra poder tirar fotos, e aproveitei e dei um role pelo museu e por ruas aleatoriamente pra poder sentir o espírito da cidade. e minha opinião é que Budapeste é uma cidade que merece ser visitada. e ainda existem os banhos romanos, e as piscinas publicas que fazem a fama do local. estas eu ainda vou experimentar.

a visão de Buda do outro lado do Danúbio

a visão de Buda do outro lado do Danúbio

para fotos históricas:
http://picasaweb.google.com/rogjorn/HungriaBudapest#





Transilvânia, episódio 3: no berço do vampiro.

29 08 2009
A torre do relógio, tombada pela UNESCO

A torre do relógio, tombada pela UNESCO

Salut!

Hoje pequei um trem com destino a Sighisoara. não te lembra nada? pois é a cidade onde nasceu Vlad Tepes, o Drácula. e esta é uma historia verdadeira. ele viveu ali até os 4 anos de vida, quando ainda era uma criancinha fofa e inocente.

A cidade tem sua parte antiga no alto, só pra variar, e é mais um sitio patrimônio da humanidade tombado pela unesco pra minha lista. e o começo do roteiro fica por conta da torre do relógio, erguida em 1280 e que tem um aspecto meio sombrio.

mas no contexto geral é bem interessante caminhar pelas ruas de pedras irregulares, tropeçando a cada 50 metros, e vislumbrando construções medievais e casas de formato curiosos. algumas igrejas, o que é de praxe, mas o ponto alto é o casarão de três andares situado a strada cositorarilor, numero 5. simplesmente a casa onde nasceu Vlad Tepes, o seu, o meu, o nosso conde Dracula.

Averdadeira casa do Drácula, hoje é um restaurante

Averdadeira casa do Drácula, hoje é um restaurante

hoje a casa é um restaurante bem badalado, e é claro que meu almoço foi lá. o salão principal tem um ar sombrio de câmara secreta e no hall de entrada um busto do ilustre morador do recinto e uma vitrine de armas medievais.

Sighisoara é a razão para que Transilvânia hoje seja sinônimo de lugar sinistro com monstros a solta no meio da noite, mas na verdade é uma cidadezinha de quase 40 mil habitantes e bastante simpática e colorida. vale uma visita sem duvidas.

minhas aventuras pela Transilvânia ainda tem mais um destino e depois mais um carimbo diferente no passaporte!

Rua da parte antiga de Sighisoara

Rua da parte antiga de Sighisoara

para fotos vampirescas:

http://picasaweb.google.com/rogjorn/Romenia#





Transilvânia, episódio 2 – Drácula – em busca de evidências

28 08 2009
Fortaleza de Rasnov

Fortaleza de Rasnov

Salut!

hoje comecei a explorar a Transilvânia como se deve. visitei dois dos principais locais da historia romena e de quebra iniciei minha busca pela verdadeira historia de Dracula.

primeiro fui pra Rasnov a 15 quilômetros de distancia de Brasov, onde uma fortaleza no alto da montanha coloca o pequeno vilarejo no mapa do turismo da região. a construção de meados do século XIII serviu de proteção para muitos cidadãos durante as investidas dos otomanos na tentativa de conquistar os bálcãs.

mas não foi tão fácil achar a tal fortaleza porque não existe muita informação turística. eu desci quase dois quilômetros depois do ponto certo e tive que me virar pra achar o caminho que subia a colina ate o portão principal, alias portinhola, porque o lance tem a largura dos meus ombros.

depois de quase meia hora vagando cheguei no alto e a vista valeu a pena. mais uma vez meus olhos foram agraciados com a vista de montanhas esverdeadas e campos vastos, alem das casinhas coloridas de telhado laranja lá embaixo.

vista de Rasnov

vista de Rasnov

no interior da cidadela muitas ruínas em um lado e partes conservadas do outro, bem no estilo que vem em nossa mente quando pensamos em idade media. mas ali ainda não era onde eu queria chegar, pois Rasnov nunca foi visitada por Dracula.

menos de uma hora depois de sair da cidadela, cheguei no próximo vilarejo, Bran, este sim com um castelo digno de filme de terror e é lá que Bram Stoker se inspirou pra escrever sua obra-prima. O Castelo fica encravado numa encosta rochosa exatamente como nos clichês sobre vampiros. e lá dentro suas passagens secretas e câmaras escondidas dão um ar de mistério e suspense.

na verdade o Castelo nunca pertenceu ao Vlad, carinhosamente chamado de Tepes (TZEPESH na pronuncia romena) o que significa o impalador, pois ele tinha a simpática maneira de aniquilar os inimigos cravando uma estaca através do corpo da vitima de uma maneira engenhosa a aumentar o tempo de vida e assim a agonia do individuo. com esta tática o empalado demorava até 48 horas para falecer.

Vlad Tepes esteve só de passagem por ali talvez em algum momento do século XV, mas todas as lendas envolvem o dito cujo e a Transilvânia porque ele nasceu na região, mas depois se tornou senhor feudal na Wallachia, hoje sul da Romênia.

O Castelo em Bran, também conhecido como castelo do Drácula

O Castelo em Bran, também conhecido como castelo do Drácula

o apelido Dracula veio por que seu pai era conhecido como Dracul (demônio) pela maneira como lidava com o povo e os inimigos, e como filho de peixe, peixinho é Dracula significa literalmente filho do demônio.

Mas toda a magia e o mistério em volta de Vlad Tepes veio muitos anos depois de sua morte quando Bram Stoker escreveu o livro utilizando alegorias do folclore romeno e a ma fama do nosso amigo. todas as referências que temos hoje sobre os vampiros são uma mistura de lendas balcânicas e eslavas, como do strigoi, chupadores de sangue que não suportam alho e cebola.

se não fosse pelo romance do escritor irlandês e tudo que isso rendeu seja no cinema ou em outras formas de artes, Vlad Tepes não passaria de um senhor feudal de ma reputação só conhecido na romênia.

fui!