Voando com custo baixo

5 11 2009

Olá!

Os preços mais baratos são alcançados porque todos os serviços são pagos a parte, como o lanche a bordo

Os preços mais baratos são alcançados porque todos os serviços são pagos a parte, como o lanche a bordo

O Brasil é um país de dimensões continentais, isso não se discute. Mas o que adianta ter tanto lugar pra visitar com distâncias enormes se grande número desses destinos não é acessível de avião. Ou pior, a passagem aérea é mais cara do que para outros destinos internacionais.

A realidade brasileira poderia ser melhor se por aqui a concorrência fosse maior, o que começou a se desenvolver no início deste ano com a entrada da Azul no mercado com proposta de “low-cost flight”. Mas ainda é pouco se compararmos com mercados como o europeu e os EUA.

Hoje o Brasil tem déficit de aeroportos, o que causa muitos transtornos com o congestionamento no fluxo de vôos. É bem verdade que aos poucos está mudando, além da Azul, ainda há a Ocean Air, a Trip, a Webjet e a Pantanal se desenvolvendo e criando rotas em cidades menores mas com necessidade de conexões aéreas como o interior paulista e a região pantaneira (principalmente com a demanda dos milionários do agronegócio).

As grandes TAM e Gol estão, certamente, lutando por cada pedacinho deste terreno e é cada vez mais freqüente o número de promoções. Mas ainda estamos longe do ideal.

Mas afinal o que é o “low-cost flight”? São tarifas aéreas com o mínimo de preço. E muitas empresas estão surgindo mundo a fora. Na Europa por exemplo a briga de foice por clientes é “sangrenta” e com umaboa pesquisa o cidadão pode arrumar vôos por até 10 euros!

Só que nem tudo que reluz é ouro. Eu mesmo não consegui achar essas maravilhas, pois a palavra chave neste caso é antecedência. Quanto antes você comprar sua passagem maiores são as possibilidades de um pechincha. Só que o valor da tarifa pode omitir outros custos. Muitas vezes o passageiro é cobrado à parte taxa de bagagem, utilização de cartão de crédito na compra, valor da emissão do bilhete, e ainda vendem o lanche a bordo. Então na ponta do lápis pode não sair tão barato assim.

Outra preocupação para quem quer usar este serviço são os destinos, muitas vezes limitados, o que atrapalha a logística da viagem, ou seja, as vezes pensando em economizar você pode parar 100km de distância do seu destino final e o barato acaba saindo caro. Mas não se pode negar que ir de avião é muito mais seguro, prático e rápido só depende de quanto você quer pagar.

Essa realidade aos poucos se instala aqui no Brasil, mas se você estiver planejando sua viagem em território europeu ou nos EUA aconselho a considerar a opção do “low-cost flight” e começar a procurar os melhores preços. Senão é melhor pedir carona!!!





Qual é o seu destino?

3 11 2009

Olá!

Como meu intuito é dividir minhas experiências aqui no blog, eu também gostaria de ser útril em casos mais específicos. Sendo assim gostaria que você leitor me dissesse qual é o destino que você mais tem vontade de conhecer e o que você gostaria de saber a respeito antes de partir com tudo pra lá. Participem. Assim teremos mais dinâmica e interatividade, e será sempre um novo desafio para mim. Conto com a sua participação.





Sim, você pode!

30 10 2009
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não é impossível juntar dinheiro pra fazer a viagem dos sonhos

Olá!

Eu não sou rico, nem tenho ninguém que patrocine minhas viagens. Todas as aventuras foram pagas com dinheiro do meu suor. Por isso eu repito quantas vezes forem necessárias que, viajar dentro do Brasil ou para o exterior está ao alcance de todos. É óbvio que requer planejamento e disciplina, mas não se trata de um sonho distante, quase impossível. Se você realmente quer você consegue.

Eu não tenho a menor pretensão de ser autor de guia de auto-ajuda, mas tenho minha técnica para conseguir ir aonde eu quiser neste mundo. Tanto que para provar minhas teorias eu deixei que amigos e familiares elegessem em votação pela internet meu próximo destino. Mas você que pensa nas próximas férias pode ir também pro destino de seus sonhos, basta seguir algumas dicas e focar no objetivo, pois é preciso querer viajar para viajar, nenhuma passagem vai cair do céu.

Vamos ao meu método, que não é nenhuma descoberta da pólvora e sim regras que sigo quando quero rodar por aí.

  • Primeiro de tudo você precisa decidir para onde quer ir.
  • Destino escolhido é preciso levar em consideração a época mais indicada para ir. isto quer dizer por exemplo que  se você quer curtir uma praia paradisíaca ou ver a neve. Se você quer ir pra badalar ou pra ficar descansando sossegado. Pois o destino dos sonhos pode virar seu pior pesadelo se você for na hora errada. Isso sem contar com diferença nos preços da alta e da baixa temporada.
  • Definida a melhor data pra ir agora é preciso levar em conta a necessidade de passaporte, vistos e seguros.
  • Agora é a vez de fazer a lista de custos: o preço da passagem ida-e-volta; custo de locomoção entre os lugares que você pretende visitar; tipo de hospedagem (que pode fazer toda a diferença); média de alimentação. Com esta estimativa você consegue ter a idéia de quanto sairia sua viagem no total.
  • Com o valor estimado em mente você precisa pensar em quanto tempo é possível juntar esta grana, pois o que indico é retirar uma porcentagem de sua renda e guardar  em poupança ou fundo de investimento , como se fosse uma despesa fixa, assim o sonho vira realidade, mesmo que demore mais um pouco. Dessa forma você se compromete com o objetivo e não gasta o dinheiro em bobeiras, como todos nós fazemos sem nos dar conta.

Seguindo este plano eu viajei por todos estes lugares que descrevi em post anteriores. Eu sei que leva tempo e requer disciplina. Mas afinal, realizar um sonho compensa todo o suor. Quando você estiver naquele resort no Caribe, ou fazendo uma caminhada em Paris saberá como é a sensação. Então não resmungue que você não tem condições de viajar para onde gostaria, pois tudo depende da sua real vontade de ir até lá.

Além do mais, o câmbio do dólar e do euro estão nos favorecendo e a tendência é melhorar pro lado do Real, então nunca foi tão possível ir pra qualquer parte do mundo. Basta você querer de verdade. Eu consegui e cansei de provar para meus amigos que eles também conseguem. E aposto com qualquer um como é possível ir para onde der na telha. Então, deixe sua imaginação voar e comece a planejar! Qualquer dúvida é só falar comigo.





Carona: pegar ou não pegar?

28 10 2009
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Nunca se sabe quanto tempo se esperará para conseguir uma carona

Olá!

Na minha mais recente aventura passei uns dois meses na Europa e toda vez que eu perguntava para alguém qual era o meio mais barato de ir de A até B as pessoas me respondiam: peça carona. Como assim? Essa era a minha resposta para esta frase, pois eu nunca passei pela situação de ficar à beira da estrada com o polegar levantado esperando por uma alma caridosa parar.

Mas o que para mim é uma coisa que nunca passou pela minha cabeça, talvez até porque aqui no Rio de Janeiro nós não temos muito o costume de dar carona para estranhos e pelo que ouvi por aí isso é uma característica geral dos brasileiros (dar carona nas rodovias não é muito a nossa praia). Para outros, no entanto, é algo natural. Que o diga o francês Kamel Boughaleb, ele passou dois anos viajando ao redor do mundo e inúmeras vezes percorreu seu caminho com carona.

Ele, que conheci em Praga num encontro do couch surfing, me disse que realmente teve dificuldades no Brasil, e que certa feita teve que ficar quase dois dias em um posto de gasolina no Mato Grosso esperando alguém lhe dar carona. Por essas e outras que eu particularmente não gosto de pedir carona, mas às vezes pode ser, digamos, “uma mão na roda”.

E para conseguir uma carona existem algums dicas que os caroneiros dão e outras são recomendações de guias de viagem como os do lonely planet. Aqui vão algumas:

  • Carona não é um jeito seguro. Quem pede carona está se colocando em risco de qualquer forma. Mas já diz o ditado que “quem não arrisca, não petisca!”
  • As maiores chances de se conseguir carona é estar em no máximo em dupla, de preferência um casal, pois levanta menos suspeita de quem está disposto a oferecer a carona. Eu sei que é duro falar isso mas um homem sozinho é o que tem menos chances.
  • Não tem nem como pedir carona em área urbana. É mais fácil ir até um posto de gasolina na saída da cidade onde você estiver.
  • Uma placa ou cartaz escrito o destino que te interessa facilita, pois só que vai pra mesma direção irá parar pra você. E no caso de estar em um país estrangeiro escreva o nome do destino na língua local, faz toda a diferença.
  • Tenha um plano B. Ninguém merece ficar perdido no meio do nada.
  • Tenha paciência. Não espere que o primeiro carro que passar vai parar. A espera pode chegar até um dia inteiro, então esteja preparado para as mudanças de temperatura e para suas necessidades como sede e fome.

Com essas dicas não significa que você vai conseguir viajar de graça mais fácil, mas diminui suas frustrações e te deixará psicológicamente preparado para tudo. Até porque carona é só pra quem tem espírito de aventura altamente desenvolvido e que não tem pressa de chegar ao destino. Agora, e você não quer perder nenhum momento de sua viagem eu recomento os meios convencionais de transporte pois eles tem menor probabilidade de dar errado.

E você já viajou pedindo carona? Conte a sua história ela pode virar post aqui também!





Vistos e carimbos

26 10 2009
o passaporte nem sempre é suficiente pra viajar por exterior

o passaporte nem sempre é suficiente pra viajar por exterior

Olá!

Umas das maiores preocupações de quem quer viajar para o exterior é saber o que é necessário em termos de documentos. Bom além de um passaporte válido muitos países exigem vistos, que são autorizações temporárias para permanência no território em questão.

Os vistos podem ser de turismo,  de estudo, de trabalho, diplomático, humanitário, de trânsito, de residência, de exílio, de jornalista e até de noivo. É claro que cada país tem seu regulamento e tipos de vistos e depende da relação entre os governos.

Os vistos mais comuns são os de turismo e estudo. O primeiro autoriza o turista a ficar por determinado prazo (muitas mezes 90 dias) e tem validade que pode chegar até dez anos. O visto para estudo têm duração variável de acordo com o tempo de estudo do candidato. Os vistos mais inusitados como o de noivo serve para quem se casa com um extrangeiro, por exemplo se uma brasileira vai se casar com um canadense e precisa ficar uns dias antes da cerimônia a ser realizada no país do noivo ela precisará de um visto deste tipo.

Existe ainda o visto de jornalista, pois é uma profissão que exige muito deslocamento para cobertura de eventos importantes ao redor do globo. O visto de trânsito, exigido para cruzar um país que esteja no percurso para outro destino, nem smepre é lembrado por quem viaja e pode causar muita dor de cabeça como a proibição de seguir o trajeto  ficar barrado na fronteira. Eu mesmo já vi casos assim na Europa do Leste quando um grupo de três brasileiros foram obrigados a descer do trem que ia de Zagreb, na Croácia, para Atenas, na Grécia e que cortava a Sérvia, onde era necessário visto.

Portanto, saber se o destino escolhido para sua próxima aventura precisa de algum documento especial, autorização ou visto é fundamental. Alguns países exigem agendamento para entrevistas como EUA e Canadá, outros só liberam o ducumento mediante a apresentação de carta convite de algum cidadão residente no destino final, como é o caso de Ucrânia, Rússia e Moldova. Em outros países existem postos de aquisição de vistos nas alfândegas como no Laos, Camboja e Vietnam.

Nós sulamericanos temos o direito de ir e vir por quase todos os países do continente, sem nem mesmo precisar de passaporte. Qualquer documento oficial e válido como carteira de habilitação ou identidade servem para a circulação entre os nossos vizinhos, somente Guiana, Suriname e Guiana Francesa exigem passaporte e visto.

O Uruguai é um dos países em que é possível visitar sem passaporte. no caos é necessário preencher uma ficha como esta

O Uruguai é um dos países em que é possível visitar sem passaporte. no caos é necessário preencher uma ficha como esta

E para facilitar os trâmites na retirada de vistos existem diversas empresas especializadas nesse ramo. O candidato não precisa se deslocar quilômetros até Brasília ou qualquer outra cidade com consulado do país destino da viagem. Outra forma é pesquisar pela internet os sites das representações ou o endereço do ministério de relações exteriores onde é possível obter informações sobre quais nações exigem vistos para brasileiros.

E você tem alguma dúvida sobre como conseguir visto? Participe!





O Albergue

24 10 2009
Galera do hostel que fiquei em Buenos Aires se preparando pra sair na noitada

Galera do hostel que fiquei em Buenos Aires se preparando pra sair na noitada

Olá!

A  primeira vez que eu disse aos meus pais que iria me hospedar em um albergue não poderia imaginar a cara de espanto que eles fariam. Bom, eu também não sabia muita coisa em relação ao assunto, somente que era mais barato que um hotel. Mas para a minha família ficar em albergue era coisa de desabrigado e morador de rua, e acabei descobrindo que eles não eram os únicos. Mas afinal, quais são os prós e contra de ficar em um albergue?

Prós: Depois do couch surfing, albergue é a minha opção favorita, isso não falo dos custos, pois o mais óbvio é ser barato. Mas como sou um viajante solitário na maioria das vezes, um dormitório de albergue costuma ser um ótimo lugar pra fazer novas amizades e encotrar pessoas pra trocar dicas sobre onde ir e onde deixar de lado. E você pode fazer amigos cozinhando também. A maioria dos albergues tem cozinha equipada e liberada pra você fazer seus próprios quitutes.

A conversa inicial de pessoas que se conhecem em um albergue, não importa em que pedaço do planeta esteja, é sempre: “de onde você é?”, “por onde você já passou?” e “aonde você vai depois daqui?”. Esse bate-papo super informal pode ser um divisor de águas na sua viagem. Eu mesmo já modifiquei algumas vezes o meu roteiro depois de dicas de pessoas que dividiam o quarto comigo.

Os albergues normalmente fornecem mapas, internet grátis, passeios e outros serviços como qualquer outro estabelecimento de hospedagem. E por ser muito difundido no mundo as redes alberguistas estão bem padronizadas, o que significa mais conforto para quem escolhe esta opção. Também é possível fazer reservas on-line com todas as garantias. O site que mais uso é o hostelworld, mas existem outros como o HI Hostel e o hostelbookers, e uma infinidades de outros.

Outra boa notícia é que já não é mais obrigatório o uso de carteirinhas. Elas ainda existem, dão um certo desconto em alguns lugares, mas já não são tão bom negócio assim.

Um esquenta antes do "pub crawl" no albergue em Cracóvia - Polônia

Um esquenta antes do "pub crawl" no albergue em Cracóvia - Polônia

E uma das grandes vantagens de ficar em albergues é que sempre tem uma área de convivência e festas produzida pelos funcioários, ou pelo menso o famoso pub crawl, que um ou mais integrantes da equipe do hostel leva os interessados pra noitada local. sempre diversão garantida.

Os contras: falta de privacidade. Se você acha isso um problema nunca fique em albergue, pois se divide os quartos ( apesar de muitos lugares contarem com suítes pra casal e quartos familiares), os banheiros, as refeiçoes, a TV e tudo o mais. A segurança de seus pertences nem sempre é atendida. Alguns tem armários ou cofres, mas nem sempre é garantido que seus valores estarão a salvo. Eu particularmente nunca tive nenhum problema, mas sempre tem uma ovelha negra à solta por aí.

A higiene de alguns lugares também deixa a desejar. Por isso, é sempre melhor pesquisar antes em sites especializados em reservas, pois sempre existe as avaliações de hóspedes anteriores o que pode poupar muita dor de cabeça. E na pior das hipóteses é só pegar as coisas e pedir as contas. Ninguém é obrigado a ficar onde não se sente bem.

Quarto com aparência de cativeiro num albergue em La Serena - Chile. O bom-humor é fundamental pra não esquentar com isso

Quarto com aparência de cativeiro num albergue em La Serena - Chile. O bom-humor é fundamental pra não esquentar com isso

A minha experiência em albergues no geral é muito boa. São poucos os lugares que não recomendaria. Mas o que eu recomendo a quem nunca pisou em um é que na próxima viagem faça um teste. Eu consegui convencer um grupo de  amigos a viajar comigo e ficar em um albergue. Éramos nove, e somente eu e mais um já tínhamos ficado em hospedagens assim, os outros torceram o nariz. Mas depois de três dias do feriadão da Páscoa eu ouvi de todos elogios. Ok, como era a primeira experiência ficamos todos no mesmo dormitório, menos complicado. Mas o importante é que a experiência é sempre torcar informações e fazr novos amigos.

Para tornar esta missão mais fácil escolha albergues menores, mais aconchegantes com poucos quartos, onde todos são obrigados a se curzar, pois assim parece que você foi dormir na casa de praia de um amigo. Os albergues maiores têm todo o conforto, segurança e estrutura dos outros, até melhores, mas são mais impessoais, você acaba se sentindo em um acampamento do exército com banheiros de fileiras de chuveiros, mesas enormes para refeições e grupos isolados de hóspedes e quase nenhuma interação.

E você? Já ficou em Albergue? Tem curiosidade? Tem alguma dica de albergue? é só participar que a casa é sua! Abraços e até a próxima.

A mairoria nesta foto nunca tinha ficado em albergue. Nem parece não é?

A mairoria nesta foto nunca tinha ficado em albergue. Nem parece não é?





Surfando no sofá

23 10 2009
encontro semanal do couch surfing em Atenas - Grécia

encontro semanal do couch surfing em Atenas - Grécia

Olá!

Já faz uns quatro meses que eu entrei pra rede social mais curiosa que há na internet, ao menosno meu ponto de vista: o couch surfing. Se você nunca ouviu falr aqui vai um resumo básico, trata-se de um portal de relacionamento entre pessoas que tem em comum o espírito livre e o prazer de viajar e compartilhar a experiência. gente do mundo inteiro se conecta para trocar informações sobre lugares, países e eventos e o mais legal tembém hospedam o viajante gratuitamente.

Funciona assim: você tem seu perfil, com muitos detalhes diga-se de passagem, onde os outros membros poderão saber mais sobre quem você é, o que gosta de fazer, que lugares já visitou, enfim uma ficha completa. Neste questionário inclui como é a sua casa se você tem a disponibilidade de hospedar alguém e por quanto tempo, se você mora longe ou perto das atrações de seu município e assim trocam-se experiências diversas.

Sim, a troca acontece de várias formas, você pode viajar pra qualquer lugar e tentar se hospedar na casa de um colega CSer, como eles, aliás, nós, nos denominamos, é só fazer uma pesquisa por exemplo: buenos aires, ver quem tem um cantinho disponível mandar uma solicitação simpática (é claro que você tem que enviar para pessoas que tenham algo em comum com você, pois ninguém merece hospedar um mala ou ficar na casa de alguém cheio de manias) e torcer pra resposta ser positiva. Eu posso afirmar que não exista coisa mais legal, tá certo que às vezes voê tem que dormir em sofá mesmo, ou num colchão no chão e até dividir a cama com um estranho, mas em compensação você acaba se tornando um local, e conhecendo coisas do lugar e da cultura que não seriam possíveis se hospedando de outra forma.

confraternização dos CSers em Praga - Rep. Tcheca

confraternização dos CSers em Praga - Rep. Tcheca

Outra vantagem do couch surfing é que sempre tem comunidades locais com eventos diversoso, onde sempre é possível contruir novas amizades. normalmente as comunidades de CSers tem encontros semanais onde hospedes e anfitriões se confraternizam, além de eventos como festas, partidas desportivas ou até mesmo, aulas grátis de línguas. É impossível ficar entediado quando você faz parte de um grupo assim.

E é claro você também pode “viajar” sem sair de casa recebendo hóspedes de outros estados ou estrangeiros, claro que para isso tem que ter no mínimo um inglês fluente, mas a diversão está garantida na certa, pois o intercâmbio nos faz crescer e também quebra um pouco a rotina da casa, e como você descreve suas “regras” em seu perfil é mais difícil que você não se identifique com seu hóspede.

Eu sei que pra alguns soa estranho receber um estrangeiro ou qualquer pessoa que nunca se viu em sua própria casa, tem até quem ache perigoso, mas tudo depende do sentimento de cada um. O couch surfing tem ferramentas que tentar diminuir o máximo de risco, como as referências, que você escreve e recebe de outros integrantes e como não podem ser apagadas se alguém pisar na bola fica com referência negativa e diminui muito suas chances de relacionar com outros integrantes do CS. Outra forma é a verificação de endereço. Quem faz o perfil tem que colocar o endereço e uns dias depois recebe uma espécie de cartão postal do couch surfing com um código, ao digitar esta senha em seu perfil automaticamente você fica com um síbolo verde de que seu endereço realmente é ou que você escreveu. Como não existe nada no mundo 100% seguro não posso afirmar que todos estão isentos de problemas, mas garanto que os prós são muito mais numerosos que os contras experimente: www.couchsurfing.org

na esquerda, Simon e Jeremy que estiveram hospedados comigo na Romênia na casa de Vlad e Herea (dir.)

na esquerda, Simon e Jeremy que estiveram hospedados comigo na Romênia na casa de Vlad e Herea (dir.)





Viagem 2.0

22 10 2009
Visto de entrada na Argentina. Aonde você quer ir?

Visto de entrada na Argentina. Aonde você quer ir?

Eu disse em outros posts que este blog nasceu como uma forma de amigos e parentes me acompanhassem nas minhas aventuras mundo afora. E como decidi levar a cabo essa vida de blogueiro e viajante nada mais justo que você leitor decidisse meu novo destino, fiz uma votação on-line e meu próximo destino será a Terra Santa (Egito, Israel, Jordânia, Síria e Líbano). A data ainda não está confirmada pois preciso me capitalizar para tal façanha, mas as pequisas já começaram. E esta inovação no meu modo de viajar foi batizado pelo meu amigo Juninho, também conhecido como Zerow, como viagem 2.0.

E baseado nisso eu abro aqui espaço para você que acompanha o blog para opinar. Fazer comigo uma espécie de reunião de pauta e enviar sugestões de temas, perguntas, países ou quaisquer lugares que tenha a curiosidade de saber! Esta página é nossa! Opine!





Turista x Viajante

21 10 2009
mochilas penduradas são características do viajante

mochilas penduradas são características do viajante

Olá!

Eu sempre me considerei um viajante. Mas em minhas aventuras nesse mundão sem porteira cruzei com muitos turistas. afinal, existe diferença? os dois não estão viajando de qualquer forma? Sim e não. vamos à explicação.

O turista: normalmente compra um pacote do tipo “Europa Romântica” ou “Disney dos sonhos” que você acha em qualquer anúncio de jornal ou revista. Aqueles planos que prometem conhecer quinze cidades em dez dias, etc. O cidadão que se encaixa neste, digamos, rótulo, não chega a ser um pecador, mas acaba não curtindo tanto a viagem quanto poderia, pois deve sempre seguir um rebanho de outros turistas pastoreados por um guia.

O que acho ruim neste caso é que se quem está visitando um país estrangeiro ou uma cidade exótica tiver vontade de esticar a estadia por ter adorado o lugar, ou quiser ir embora logo por que está decepcionado com a paisagem não tem opção. ele deve se resignar e seguir os demais. outro ponto é que as atrações são sempre com horários marcados e tempo cronometrado fazendo da viagem uma verdadeira corrida contra o relógio.

E o pior aconbtece quando este pacote é uma excursão, onde sempre tem uns engraçadinhos que não respeitam o direito alheio, ou não tem nenhuma consideração com o patrimônio, e tiram fotos pendurados nas estátuas, fazem barulho quando existe uma placa enorme pedindo silêncio ou espocam flashes onde é proibido fotografar. isso sem falar que acabam levados a comprar souvenir nas lojas mais caras e levam os ítens mais cafonas, e na hora da refeição invadem um restaurante “típico” e pagam três vezes mais por um rango qualquer nota. na volta pra casa a única real lembrança dos lugares visitados são as fotos em grupo.

O viajante: faz seu próprio roteiro, e leva um livro guia como base para as explorações. tenta ficar o máximo em cada cidade ou país pra aprender algo da cultura. se esforça pra falar meia dúzia de palavras na lígua local e se enturma com nativos. pode ir e vir sem depender de ninguém mais, se quer ficar mais fica e se quer vazar vai sem olhar pra trás. Tem o plano de visitar 10 cidades em vinte dias, mas pode acaba indo em só duas ou em trinta, depende de como se adapta onde está.

Ele tenta sempre conhecer o outro lado, o não-turístico onde se vê a vida como ela é, come a comida local onde todo mundo come, muitas vezes com cardápio somente em lígua local. e os principais souvenirs são achados em mercados populares, feirinhas e afins. o viajante sempore reflete sobre a impotância do local visitado, seja pela história inerente, a arquitetura interessante ou pela paisagem exuberante, sempre tem algo que vale a pena escrever no diário, sim o viajante que se preze tem um diário, mesmo que seja um caderninho pra suas impressões.

No fundo tanto turistas quanto viajantes são felizes por visitarem outras terras e outros povos, a questão é saber quem teve a experiência mais completa, mais autêntica. mas quem sou eu pra dizer quem está certo ou errado? sou só um viajante, mas já tive meus dias de turista. e você?





Na terra dos Vikings, capitulo IV a capital do Reino

17 09 2009
Rua dos Cafés, uma das mais badaladas de Copenhagen

Rua dos Cafés, uma das mais badaladas de Copenhagen

Último dia para conhecer novos lugares na europa. Cheguei cedinho no albergue em Copenhagen e não perdi tempo. Guardei minhas tralhas, catei um mapa da cidade e fui andar. Aliás andei pra burro! E não só pra poder conhcer melhor os lugares, mas porque os transportes são caros à vera!

Meu primeiro ponto de visita foi a prefeitura de Copenhagen, um prédio imponente e com detalhes dourados que dão mais beleza ainda ao conjunto arquitetônico. Depois fui pelo calçadão comercial, a maior rua de pedestres da europa, com 2 km de extensão, mas muito mais organizado que a Rua da Alfândega, no Rio, ou a 25 de março, em Sampa, como vocês podem imaginar. E no lugar de bugingangas chinesas, lojas da Gucci, Dolce e Gabana, outras mais populares de roupas, eletrônicos e restaurantes,mas aqui nunca você encontrará alguém vendendo em banquinhas nas ruas.

Depois atravesei pra Cristianhavn onde, no meio do caminho, tem o palácio real, sede do governo e os ministérios, lá em frente rolava uma manisfestação de integrantes da colônia vietnamita aqui, e como não falo a língua do vietnan, muito menos da dinamarca, fiquei sem saber a razão do protesto. Finalmente em Cristianhavn visitei o território livre de Cristiania, em resumo uma comuna hippie que está lá até hoje desde os anos 60, onde tudo pode. É na verdade mais do que simplesmente um bairro de doidões, lá também tem uma cena musical, cultural e artística muito forte, e que questiona o excesso de regras do país.

Em seguida, fui direto até onde fica uma das coisas mais famosas da Dinamarca: a estátua da pequena sereia, em homenagem ao autor do conto Hans Christian Andersen, nome mais importante da literatura dinamarquesa e, muito forte na  mudial. Para quem não sabe ele é o autor de vários contos que hoje são tão presentes na cultura, como o patinho feio por exemplo. Mas chegando lá fiquei meio puto com o comportamento das pessoas.

um dos inúmeros painéis de Cristiania

um dos inúmeros painéis de Cristiania

Sempre tem turista babaca, aliás na maioria os turistas são babacas e         mal-educados, eu odeio isso. E é desta forma que acredito que existem dois tipos de pessoas que viajam: os viajantes, como eu, interessados na cultura local, em experiências únicas e ver o novo, e do outro lado os turistas que vem em excursões na maioria das vezes só visitam as atrações famosas com guias contratados, fazem um monte de presepada e compram as lembranças mais ridículas do tipo: “minha mãe esteve em copenhagen e trouxe esta camisa vagabunda”. E desta vez os babacas estavam se pendurando na estátua da sereia pra tirarem fotos, o que fazia com que as outras pessoas tivessem que esperar pra tirar também. Nossa! Como eu torcia pra um escorregar e cair dentro da água gelada da baía.

A sede do governo dinamarquês

A sede do governo dinamarquês

Mas voltando ao assunto que interessa, fiquei em frente da sereia quase uma meia hora até que desse pra me aproximar e guardar a imagem junto com as outras da cidade. E esperei tanto porquetodos os aposentados da Inglaterra resolveram visitar Copenhagen no mesmo dia, no mínimo seis ônibus com britânicos da terceira e até quarta idade se existir, porque era um vestival de bengalas, muletas e andadores e o mais engraçado era que cada grupo tinha um acompanhante especializado em primeiros socorros com a camisa o identificando e um quite de remédios e curativos pendurados numa pochete!

Depois desta experiência surreal, atravessei a fortaleza de kastellnet, umas das mais antigas da escandinávia e fui em direção a outro castelo, o Rosenborg slot, onde por muitos anos os reis da Dinamarca viveram e hoje se trata de mais um museu. Voltei andando pra praça da prefeitura sempre me encantando com a arquitetura local e seus tijolinhos vermelhos que as vezes dão a impressão que são casas de brinquedo. Andei o dia inteiro, desde as 9h da manhã até as 18h. Fui pro albergue com um pouco de ansiedade, pois o dia seguinte seria o meu longo retorno pra casa. Até agora foram muitas aventuras e lugares incríveis, pessoas interessantes, mas como dizia Dorothy em “O mágico de Oz”, não há lugar como o nosso lar! Então se liga malandragem que estou chegando de volta na quebrada!

fui!

pequena sereia

pequena sereia